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Ponto escuros no pólo sul de Marte PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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artigos da APO - Misterios Planetários
Domingo, 20 Agosto 2006 15:05

A primavera é uma época violenta para o pólo sul de Marte, de acordo com a interpretação, feita por cientistas, de dados obtidos pela sonda Mars Odyssey. De acordo com a análise, jactos de gás carbónico irrompem da calote polar, jogando areia e pó para o alto. Esse fenómeno seria o responsável pelos pontos escuros que aparecem no gelo e que vinham intrigando pesquisadores. A nova hipótese explica os pontos como sendo as marcas deixadas pela areia que cai de volta no gelo, após o final de cada erupção.

Se você estivesse lá, estaria pisando numa laje de dióxido de carbono congelado, diz Phil Christensen, principal cientista a analisar os dados da câmera da Odyssey. Ao seu redor, jactos de gás, rugindo, estão jogando areia e pó a algumas dezenas de metros no ar. Além disso, o gelo no qual você está pisando levita sobre o chão, por conta da pressão do gás na base .

A equipe de Christensen iniciou a pesquisa na tentativa de explicar as manches escuras, marcas em forma de leque e outras figuras, apelidadas de aranhas, que aparecem em imagens da Odyssey e de outra sonda, a Mars Global Surveyor.

As manchas escuras, geralmente com tamanho de 15 a 46 metros e separadas por centenas de metros, aparecem na primavera meridional marciana, quando o Sol se eleva sobre a calote polar. Elas duram vários meses e depois somem, reaparecendo no ano seguinte, depois de o frio do Inverno ter depositado uma camada fresca de gelo sobre a calote.

Uma teoria anterior propunha que as manchas eram pedaços de solo, expostos pelo desaparecimento do gelo. Mas a câmera infravermelha da Odyssey revelou que as manchas têm praticamente a mesma temperatura que o gelo ao redor, o que leva a crer que não passam de sujeira depositava sobre o gelo - e resfriada por ele.

A chave para entender as aranhas e manchas é pensar num modelo físico para o que estava ocorrendo, disse Christensen.

O processo começa no Inverno polar, quando não há luz do Sol e o dióxido de carbono da atmosfera congela-se numa camada de um metro de espessura, sobre a calote polar permanente, feita de gelo de água.

Uma fina camada de areia e pó separa os dois tipos de gelo. Na primavera, o calor do Sol passa através do gelo de gás carbónico e aquece a areia escura por baixo. O gelo em contacto com a areia sublima - passa directo do estado sólido para o gasoso - e logo o reservatório de gás faz subir a laje de dióxido de carbono sólido, finalmente quebrando os pontos mais fracos da cobertura.

O gás, sob pressão, escapa a velocidades de 161 km/h ou mais. Ao subir, o gás arrasta consigo partículas soltas de pó e areia, e esculpindo a teia de aranha.

http://www.thenewstribune.com/news/nationworld/story/6032197p-5295766c.html
http://news.yahoo.com/s/ap/20060817/ap_on_sc/mars_gas_jets

 
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