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Sol rodopiava no Cristo Rei PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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artigos da APO - Apariçoes
Escrito por Luís Aparício   
Domingo, 05 Junho 2005 23:27

No dia 17 de Mato de 1959 aconteceu, pelas 6 horas da tarde, um milagre parecido ao de Fátima pois na altura em que se inaugurava solenemente o monumento ao Cristo-Rei, na Quinta do Pau da Bandeira, em Almada, centenas de pessoas entra os milhares que ali se encontravam presentes ao religioso acto viram o Sol tremer e rodopiar durante bastante tempo, além de apresentar colorações muito estranhas.
Por razões várias a Informação da época silenciou sobre aquilo a que poderemos chamar, pelo menos, de fenómeno Insólito mas o mesmo acabou por ser divulgado através de cartas escritas ao Patriarcado por algumas das testemunha» a documentos diversos dados à estampa num grosso volume editado em 1965, com o titulo «Monumento Nacional a Cristo-Rei, ainda hoje possível de adquirir numa das lojas do último andar do monumento»

Esta obra, cuja seriedade é imposta pelo (acto da sua coordenação e até edição serem da responsabilidade da Igreja, trata exaustivamente da história daquela Imponente construção, transcrevendo a páginas 233 e seguintes, sob o titulo «Rodopio do Sol», documentos Importantes acerca do fenómeno.

O FENÓMENO FOI MUITO IDÊNTICO AO DE FÁTIMA

Entre eles não podemos deixar de transcrever parte de uma carta assinada por Maria Cândida Lucas Reis e Silva, considerada pelo Patriarcado como pessoa a todos os títulos digna de confiança, que afirma a certa altura:
Tinha começado o «TeDeum» que eu desejava seguir com fervor, mas tendo olhado o Sol, simplesmente com o regozijo de o ver iluminar alegremente a tarde de um dia tão cinzento e húmido, impressionou-me imediatamente o facto da ver repetir-se, ante os meus olhos, o mesmo fenómeno que eu tivera a felicidade de presenciar em Fátima.

A 13 de Outubro de 1917, embora menos aparatoso agora (…) Fixava o Sol sem ferir a vista, como se fosse uma grande hóstia um pouco em relevo, cujo rebordo em luminoso, formando um circulo giratório, da cor do Sol. Este parecia ter saído um pouco da sua órbita, mas dada a hora da tarde não tínhamos como em 1917, o aspecto de se aproximar demasiado da Terra, pois como todos sabem, nessa ocasião era meio-dia solar e o efeito era aterrador (...) Depois de alguns minutos, vi o Sol encobrir-se com uma pequena nuvem vermelha cor de sangue vivo, que depois desapareceu, voltando a observar o mesmo movimento do Sol e a mesma ausência de brilho no disco que se tornava mais impressionante visto através do binóculo.

Esta senhora, também testemunha do milagre de Fátima, fora alertada para o aspecto da estrela do nosso sistema solar por outras pessoas, as primeiras a darem conta do facto, e muitas notaram uma enorme nuvem amarela: viva, cor que se espalhava à nossa volta sobre a multidão e a atmosfera, acabando a sua carta por estranhar o facto do silêncio da Imprensa, tanto mais que se publicaram fotografias em que se viam inúmeras pessoas olhando para o alto, todas para o mesmo local do céu.

O caso deu tanto que falar ao ponto de os Jornais «Voz» e as «Novidades» transcreveram um pedido da publicação religiosa «O Monumento» referindo a todas as pessoas que tivessem presenciado os movimentos do Sol para irem prestar declarações ao Secretariado, órgão criado pela Igreja para tratar da todos os assuntos referentes à grandiosa construção cuja ideia de vir a ser erguida data de 1937, através de uma comunicação do Cardeal Patriarca mas que a segunda guerra mundial veio atrasar a concretização.

UM MONUMENTO QUE FOI ERGUIDO TOSTÃO A TOSTÃO

Através de inúmeras campanhas para angariar fundos conseguiu-se obter, durante quase vinte anos, a bonita soma de 20 mil contos a constituir urna verdadeira fortuna para a época, proveniente de esmolas a irem de um escudo, dado pelos pobres, a cinco e mais contos, oferecidos petos ricos.
Em 18 de Dezembro de 1949 procede-se à bênção da primeira pedra da grandiosa obra cuja responsabilidade pertenceu ao escultor Francisco Franco, a estatua ao arquitecto António Lino o pedestal e o arranjo artístico do recinto; e a Francisco de Mello e Castro todo o trabalho de estudo e de direcção dos contratos e construções. Nas vésperas da inauguração fizeram-se procissões grandiosas a piedosos actos litúrgicos, em acção de graças, tendo-se criado uma ambiente de tal modo mística na tarde de 17 de Maio de 1959 que os milhares de presentes ainda julgaram ser o maior monumento a Cristo- Rei, já de si, apresentando um pedestal de 82 metros, sobre o qual se ergue a enorme estátua com 28, tudo feito em betão armado, apresentando dentro de si uma pequena capela, um espaçoso elevador de um piso superior "onde se podem comprar recordações piedosas de toda a ordem. E não se pode dizer ter-se .notado a ausência das chamadas forças vivas da Nação porque, além dos principies da Igreja nacional, não faltou, sequer, o professor Oliveira Salazar, empenhado numa das suas poucas aparições em púbico. Uma cadeira mais atrás podíamos ver, caso lá estivéssemos, pilares do Estado Novo, como o Dr. Lute Supico Pinto, • presidente da Câmara Corporativa: o Dr. Pedro Teotónio Pereia. Ministro da Presidência: Dr. Marcelo Matias, Ministro dos Negócios Estrangeiros; engenheiro Arantes e Oliveira Ministro das Obras Públicas;

Silva Tavares; Rebelo de Sousa a muitas outras circunspectas individualidades tão importantes e poderosas que, caso o jornalista não soubesse colocar os seus nomes por ordem exactamente hierárquica, na notícia oficiosa, davam ocasião ao primitivo ir procurar outro meio de vida.
ESTA É A ENORME ESTATUA, COM QUASE 110 METROS

Por seu lado o almirante Américo Tomaz fizera-se esperar e, segundo contam as crónicas da época uma dificuldade inesperada da abordagem ao Porto Brandão, por causa da maré baixa, (a ponte sobre o Tejo não existia ainda) atrasou mais de uma hora a travessia e a chegada do Chefe do Estado ao local do monumento.
Estavam criadas as condições, como agora se diz e abusa, para acontecer algo de anormal, dada a exortação dos sistemas nervosos e por via da força exalada pela fé dos milhares de presentes, começando tudo por uma voz da Olha o Sol.
Voltando ao referido livro que nos serviu de principal pista a este trabalho, o alarido provocado entre o púbico, após este inesperado sucesso, não foi coisa da pouca monta mas das tribunas de altas individualidades nada conseguiram observar, apesar da algumas datas esticarem os pescoços. porque o próprio Cristo-Rei lhe tapava a
visão do Sol, como se não desejasse passar cartão ao poder e contar, apenas, com os humildes fiéis sem direito a pálio ou a cadeira de espaldar.

CIENTISTAS DA CASA FICARAM MUDOS E PERPLEXOS

Nos dias Imediatos o Secretariado convidou os espectadores a enviarem-lhe os seus depoimentos por escrito ou a fazerem-no, oralmente, na sua sede, e muitos foram os que acorreram, absolutamente crentes em quanto de impossível os seus olhos viram. Após colher elevado número de depoimentos de pessoas absolutamente fidedignas foi o caso entregue, para análise dos dossiers a algumas figuras da ciência portuguesa que andaram literalmente a engonhar uma resposta clara ou definitiva, salvando-se desta situação de impasse um cientista católico, o qual manteve correspondência com a Igreja a tal propósito. sendo dele a seguinte carta, sobre o nome do qual o mesmo Secretariado mantém o mais pesado silêncio até aos dias de hoje:
Com os meus respeitosos cumprimentos junto envio uma carta de ….. cuja opinião havia solicitado. Como V. Revª vê mais uma vez a ciência, ou melhor, os cientistas, não encontram explicação para os fenómenos observados da ocultação do Sol, por discos animados de movimentos de rotação, etc. etc. Eles limitam-se a afirmar que a ciência está atrasada quanto ao conhecimento dos fenómenos atmosféricos que podem estar nas origens destas interferências observadas no Sol. Nada Mais!

Ocorre fazer-se a pergunta: será possível avançar mais neste domínio físico? Ninguém dará resposta satisfatória e perante a impotência da razão científica, o crente poderá suspeitar de uma manifestação sobrenatural sem, no entanto, a dar como absolutamente certa.
Creio que a questão não avançará mais do que isto, por mais voltas que se lhe dê e por mais homens da ciência que se consultem. Não negam o que vimos mas, nem sequer aventam qualquer hipótese, a título de explicação.

Dezenas de milhares de pessoas sobem, por ano, até plataforma superior do monumento, a troco de um bilhete ao preço de vinte escudos, e poucos se lembram já do fenómeno celeste acontecido à data dá inauguração mas como tudo deve ser noticiado e a Informação silenciou o assunto na altura, achamos caber-nos a responsabilidade de o trazer á ribalta da. Imprensa, hoje após 24 anos do mesmo ter sucedido.
Texto: Victor Mendanha Fotos: Hermínio Clemente

Queremos agradecer ao Comandante Júlio Guerra, ter-nos enviado este recorte de jornal embora não nos tivesse enviado qual era o Jornal nem a data da sua publicação, pensamos ser o Correio da Manhã com uma data posterior a 1974.

Solicitamos aos nossos leitores de Lisboa e arredores, que nos ajudem a encontrar pessoas de idade que tenham presenciado este acontecimento, para podermos chegar a outras conclusões ou corroborarmos com o autor.

atualizado em Terça, 12 Abril 2011 19:01
 
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