Será um OVNI? PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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artigos da APO - Avistamentos
Escrito por Luís Aparício   
Segunda, 19 Setembro 2005 21:28

Uma das explicações mais usadas para explicar o avistamento de “luzes estranhas” no céu é a de que se tratavam de “satélites artificiais”. É certo que muitas das vezes podemos nos confundir com estes satélites que ficam orbitando o nosso planeta. Mas como saber se o que foi avistado se trata ou não de um satélite artificial?

Estes aparelhos não possuem luz própria. Logo, só refletem a luz solar quando entram na zona de penumbra da Terra.
Portanto, tão somente nesses momentos podem ser vistos a olho nú, se o observador se encontra na zona próxima. Naturalmente, o facto de ver um desses satélites artificiais depende também do seu tamanho e da altitude da órbita que ele descreve. Se o aparelho estiver a 30.000 quilômetros da Terra, não o vemos... Mas se estiver a uma altura de 100, 200, 300, 400 e até 500 quilômetros, na hora do crepúsculo e dependendo do seu tamanho, pode ser localizado à vista desarmada.

Isto significa que os satélites artificiais só podem ser vistos ao amanhecer, ou no crepúsculo.
Assim que o satélite sai da zona de penumbra e penetra no cone de sombra da Terra, torna-se impossível vê-lo, uma vez que a luz do Sol não incide mais sobre a sua superfície. Sendo assim, não há qualquer possibilidade de se ver passar um satélite artificial durante o dia pois a luz do Sol “absorve-os”, assim como faz com as estrelas.

Outro facto revelador é que a visão destes objectos, quando uma pessoa se encontra no momento da penumbra, ocorre muito poucas vezes. O tempo que um destes objetos leva para fazer a totalidade da abóbada celeste pode variar entre três e trinta minutos, dependendo de diversos factores como velocidade, altura, etc e sempre possuem a forma de uma estrela. Na verdade, a única diferença de um satélite para uma estrela é que estas piscam, e não se movimentam.

Descartando as possibilidades

Descreve-se acima que, se o objeto avistado foge a estas características citadas, então não é um satélite artificial.

Mas pode ser um balão metereológico, um jacto, ou qualquer coisa do gênero passando por ilusões de ótica e efeitos estranhos provocados pelas forças da natureza. Vamos então exporar as possibilidades:

Foi um balão?

Esta é outra das “desculpas” corriqueiras para os avistamentos.

Uma maneira fácil e rápida de descartar quaisquer dúvidas sobre esta possibilidade, é observar a velocidade e a trajetória do objeto proposto.

Um balão ou sonda metereológica não pode se movimentar muito rápido já que não possui motores. Estes se movimentam à velocidade e ao sabor das correntes de ar. Também não são capazes de realizar “manobras”, mudar de rota e altura repentinamente e várias vezes. Um facto que confunde é que algumas pessoas acham que balões não possuem luzes.

Isso é motivo de enganos. Alguns balões possuem luzes sim, principalmente se forem balões de pesquisa – para que se tornem mais fáceis de serem localizados e recuperados por causa de seu alto preço.

Portanto, algo que se movimente de forma extremamente ágil e rápida, ou varie de altura e rota não pode ser um balão ou sonda.

Uma Arma Secreta talvez...

Existe a possibilidade de que muito do que é avistado sejam protótipos, tecnologoa de ponta, algo ainda não divulgado.

Avaliemos esta hipótese: as “naves” vistas conseguem fazer manobras fantásticas, mudar de curso e velocidade num piscar de olhos (segundo relatos de testemunhas, precorrem a abóboda celeste em 3 ou 4 segundos), pairam no ar, emitem luzes fortíssimas e ainda sem não fazer ruído algum.

Será que o homem já desenvolveu esta tecnologia? Será que já dominamos a gravidade, ou anti-gravidade? Se a resposta for sim, como explicar que tais naves sejam vistas pela humanidade desde a pré-história segundo os registros encontrados?

Não se pode afirmar que não temos tecnologia para tais façanhas. Só o que se diz é que se existem tais tenologias, não são conhecidas pela quase totalidade das pessoas. Mesmo assim, como explicaríamos a presença destas “naves” desde o começo de nossa história?

Meteoros e Meteoritos?

Estes são cristais de rocha ou de gelo que circulam pelas galáxias. Quando penetram na nossa atmosfera a grande velocidade, o atrito com esta, faz com que se superaqueçam e fiquem “incandescentes”, provocando a sua “luminosidade”. Estes, assim como os satélites artificiais, não mudam de rota, seguindo sempre em linha recta.

Normalmente, dependendo do seu tamanho, se desentegram antes de atingir a superfície. Seria o que nós chamamos de “estrela-cadente”.

Outros Efeitos naturais?

Parece improvável que algum evento natural possa produzir uma forte e intensa luz a qual possa se movimentar no ar com incrível rapidez, alterar a intensidade da luz e mudar de cor, variar sua altura, mudar de rota e também pairar no ar, não citando os casos em que estas são vistas “pousadas”.

Conclusão

Quando “alguma coisa” não pode ser identificada como um avião, sonda, fenômeno meteorológico ou natural, e, entretanto, apresenta uma série de características concretas, essa coisa é designada como sendo um OVNI, ou “Objeto Voador Não Identificado”.

Quando mais, um objeto voador não identificado desenvolve velocidades ascencionais inatingíveis pelos nossos veículos, a que outra conclusão poderíamos chegar? Se a essas velocidades fantásticas acrescentarmos movimentos de giro táctico e evoluções impossíveis de serem realizadas pelos nossos actuais sistemas de navegação aérea, o que pensar?

atualizado em Terça, 12 Abril 2011 21:03
 
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