“Homem galinha” ou menina resultado de abdução? PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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artigos da APO - Abduções
Domingo, 20 Janeiro 2008 09:12
Foi no início dos anos 90 que o pediatra Dr. Dietmar Müller de Chemnitz, Alemanha, descobriu no museu “Waldenburger Naturalienkabinett” na pequena cidade de Waldenburg, Saxónia, uma curiosidade que ia chamar a atenção a muitas pessoas.
Numa prateleira do museu, num frasco conservado em álcool, encontra-se um embrião com cerca de 30cm com uma aparência absolutamente espantosa, conhecido por “Hühnermensch” (Homem galinha). Em 1735 em Tucha, Saxónia, Johanna Sophia Schmied de 28 anos e mãe de três filhos saudáveis deu luz este feto morto que o médico Gottlieb Friderici, que acompanhou a gravidez de Johanna, apelidou de “Monstrum humanum rarissimum” no seu detalhado relatório de autópsia em Latim.

Na sua autópsia detectou que a anormal cabeça do feto não era nenhum hidrocéfalo, mas tinha massa cerebral inclusivamente na parte da protuberância. Mais relatou a ausência do pericárdio e em seu lugar a existência de uma película estranha envolvendo o coração. Na estrutura óssea Dr. Friderici encontrou igulamente divergências em relação ao normal corpo humano, como a falta da rótula em ambas as pernas.



Devido a visão do Dr. Friderici de que se tratasse de algo extraordinário que devia ser conservado para o futuro deixou o “Monstrum humanum rarissimum”, o relatório de autópsia e um desenho “para ser completado e transformado em conhecimento que serve de proficuidade”.

Nos anos 90 o “Homem” galinha também despertou o interesse do investigador e autor de vários livros Hartwig Hausdorf. Foi então que Hausdorf defendeu a ideia que podemos estar perante o resultado de uma possível abdução ocorrida há mais de 250 anos. A estranha aparência do feto fez-lhe recordar relatos em casos de abdução sobre o aspecto de “pequenos extraterrestres cinzentos”. Num artigo na revista Sagenhafte Zeiten (1/98) Hausdorf menciona que ao rodar o frasco com o embrião conseguia-se ver olhos grandes, escuros e redondos por detrás da película que os descubra.

O relatório de autópsia do Dr. Friderici revelou ainda que a Senhora Schmied teve uma gravidez insólita e que possuía um temperamento colérico-melancólico. Interessante é que anotou também que ela durante a sua gravidez teve um encontro assustador com uma marta. Nas zonas campestres e florestais da Alemanha é algo estranho uma pessoa ficar aterrorizada pelo aparecimento de um marta.
Aqui talvez se encontre algum paralelismo com certos acontecimentos que se verificam em pessoas que viveram um acontecimento traumático e desenvolvem uma imagem tampão, muitas vezes em forma de animais.

O pediatra Dr. Müller teve em 1999 acesso a métodos de análise bem mais avançadas do que o Dr. Friderici em 1737, quando efectuou a sua autópsia ao “Homem galinha”. Dr. Müller decidiu solicitar análises aos laboratórios das universidades de Heidelberg e Berlim para obter um estudo mais esclarecedor.

Das análises genéticas resultou que a DNA é de origem humana e é feminino. A DNA apresenta uma falta da cromosoma 17 que causou as raras deformações. Uma vez que outros casos iguais não são conhecidos presume-se que os embriões com esta deficiência falecem numa fase inicial de gravidêz e trata-se aqui neste caso de uma excepção, o feto de Waldenburg se ter desenvolvido até as 36 semanas.

Provavelmente nunca chegaremos a saber o que de facto aconteceu à Johanna Schmied em 1735 más certo é que não deixa de ser algo fora do normal.




Fontes: http://acolina.de/content/seti/huhnm.htm (contém imagens)

Monsters, myths and mysteries-Investigative files-Skeptical Inquirer
http:/findarticles.com/p/articles/mi_m2843/is_2_27/ai_98252928

Revista: Sagenhafte Zeiten 1/98

Livro de Hartwig Hausdorf: X-Reisen, 1998

Mais imagens em: http://www.cull.de/ufos/embryo/embryo.htm

Ilona Emídio
 
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