Voz amiga em Lagoa PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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artigos da APO - Casos Portugueses
Escrito por Luís Aparício   
Sábado, 01 Março 2014 10:59

Tenho uma história verdadeira que me intriga há mais de 30 anos, todos os dias penso nisso, sempre tive medo de a contar a alguém com receio de ser julgada insana. Esta minha história aconteceu quando tinha 13 ou 14 anos, na década de 1980. Ia com o meu pai e a minha irmã mais nova 5 anos, já era de noite (do trabalho do meu pai para casa). Perto do telefone, vimos uma luz no céu aproximar-se, muito brilhante, que iluminava a rua, nós paramos na rua perto da Câmara Municipal de Lagoa. De repente, aproximou-se um disco voador parou por cima de nós, tinha muitas janelinhas com muitas cores (verde, vermelho, lilás, roxo escuro etc).

No meio tinha uma luz grande amarela, parecia lasers com cores lindas com cores lindas não fazia doer os olhos, era enorme, deve ter ficado 1 minuto por cima de nós, depois foi-se embora, na mesma velocidade que chegou, no outro dia deu nas notícias que muitas pessoas tinham visto um ovni no Algarve, lembro-me como se fosse hoje.

Essa nave no meio tinha uma luz grande amarela, parecia lasers com cores lindas com cores lindas não fazia doer os olhos, era enorme, deve ter ficado 1 minuto por cima de nós, depois foi-se embora, na mesma velocidade que chegou, no outro dia deu nas notícias que muitas pessoas tinham visto um ovni no Algarve, lembro-me como se fosse hoje.

“Telefone”

Meses mais tarde, eu ainda era uma criança, como todas as outras, gostava de brincar, eu e o meu irmão (1 ano mais novo do que eu) íamos esperar o meu pai ao trabalho, que era perto de casa e havia um pequeno jardim com uma cabine telefónica (ainda existe) onde eu brincava com o telefone.

Linguagem binária

Um dia marquei muitos números juntos, talvez uns 20 algarismos, esse numero de telefone era composto pelos algarismos 0 e 1, agora podemos chamar-lhe de linguagem binária e terminava com o algarismo 9. Nem coloquei moedas e nem chegou a chamar veio de imediato a voz dum homem ao telefone, que me disse “olá” em português, eu perguntei quem fala? Ele respondeu (ando por aí). A partir daí começou a dizer o sitio que estávamos a cor e o tipo da minha roupa, as cuecas que usava, o sutiã que não usava, o meu nome, tudo sobre mim, todos os dias falava com ele sabia como portava-me na escola, eu inocente vestia-me bonita para ele me dar elogios que roupa ficava bem com tudo o resto que tinha vestido.

Ele sabia tudo sobre mim, era como uma pessoa invisível, que tivesse RX. Eu queria era brincadeira, achava divertido aquilo, o meu irmão e eu fazíamos canetas para ele adivinhar e divertíamos muito.
A voz desse homem tinha o timbre dum homem de 40 anos.O número vinha do meu cérebro, até parecia que ele estava à minha espera no outro lado da linha. Ele mandava eu pensar uma coisa, para ele adivinhar, tinha uma voz normal e brincava connosco, era um conselheiro e uma voz amiga, ralhava-me quando a professora perguntava a tabuada e eu não sabia, era um divertimento que tínhamos, uma vez veio uma mulher e disse “ele já vem”.

Depois falava com ele todos os dias telefonava de casa, nas cabines em todo o lado que houvesse telefone.
O meu cérebro mandava e a mão marcava, acabava de marcar atendia logo, nem chegava a fazer o sinal de chamar. Ele sabia o que comia (tratava-me pelo nome) o que fazia durante o dia, sabia o que pensava, o que queria, se tomava banho, eu achava graça e adorava este “amigo invisível”.Um dia disse ao meu pai que falava com um “amigo” invisível que sabia tudo.
Então marca aí os números que eu quero falar com ele, disse o meu pai lá na nossa casa.
Depois marquei e o meu pai falou com ele e disse-lhe. Então você fala com a minha filha e sabe tudo, quem é você?

Ele respondeu «eu ando por aí». O meu pai respondeu-lhe, então já que sabe tudo diga-me quem sou eu?

Sabia o número premiado

Ele respondeu-lhe, você tem umas calças tal, uma camisa tal e tal, sapatos de tal cor, etc. Á medida que o homem ia dizendo o meu pai ia confirmando olhando para a roupa. Disse-lhe que estava em frente a um espelho com o chapéu e no corredor da entrada da casa. Tínhamos realmente o telefone na entrada da casa e um grande espelho como ele descreveu. O meu pai tirou o chapéu e ficou a olhar para o espelho, o homem que estava do outro lado da linha telefónica disse-lhe «agora tirou o chapéu, o meu pai riu-se e disse «ah isso é porque já me viu hoje?».O meu pai retorqui-lhe «já que sabe tudo, sabe os números da lotaria? Ele disse “sei sim” e disse os números. O meu irmão estava a ouvir ao lado do meu pai e decorou os números.

O meu pai foi ainda à procura na papelaria mas não encontrou nenhuma cautela com esses números.

Talvez dois dias depois houve a extração da lotaria e saíram os números que o homem disse, tinham ficado numa casa da sorte e ninguém os comprou.

O meu pai proibiu-nos de falar com esse homem, comprou um cadeado para o telefone e disse que ele era “o diabo que queria as almas inocentes dos meninos para ele”, disse-nos que ninguém dava nada sem querer algo de volta.Mas nós telefonava-mos na mesma, nas cabines telefónicas, mas este assunto chateou-nos e arranjamos outras brincadeiras. E com o tempo esquecemos esta brincadeira, era assunto proibido lá em casa, mas ficou sempre na minha memória.

Quero comentar esta minha história convosco (APO) e espero que vocês me deem uma simples explicação por esta minha aventura.

Maria Pedroso (46 anos)
Estombar

 

Luís Aparício

 

atualizado em Sábado, 01 Março 2014 14:37
 
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