Nasa perde contato com sonda que explora Marte Versão para impressão
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artigos da APO - Astronomia
Quarta, 15 Novembro 2006 23:48
Mars Global Surveyor - Perda de contacto com Marte

O Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa confirmou nesta sexta-feira que a agência perdeu contato com a sonda Mars Global Surveyor, enviada há dez anos em missão para explorar Marte. A perda das comunicações aconteceu no domingo. "Estamos trabalhando para restabelecê-las", disse um porta-voz do JPL.

O problema aconteceu dois dias antes do décimo aniversário de lançamento da nave, ocorrido em 7 de novembro de 1996. O JPL informou que, em 2 de novembro, após uma manobra de rotina para movimentar os painéis solares, a nave transmitiu que um dos motores encarregados dessa tarefa tinha problemas. Os programas de informática da sonda responderam e mudaram o motor. Depois dessas indicações, a comunicação ficou suspensa por dois dias, mas o sinal foi restabelecido no dia 5 de novembro. No entanto, esse sinal não transmitia dados, o que indicava que a sonda tinha entrado numa fase de atividade restrita, na qual só funciona se recebe instruções da Terra, informou o laboratório.

Desde então, não foram recebidos mais sinais, e, segundo os cientistas, a nave pode ter iniciado uma reação programada para permitir sua "sobrevivência" em caso de pane num dos painéis.

"A nave tem outros sistemas adicionais que deveriam nos permitir restabelecer suas operações. Mas, antes disso, é necessário que recuperemos a comunicação", disse Tom Thorpe, diretor do projeto no JPL. A sonda orbital é a mais antiga das cinco que sobrevoam a superfície de Marte. Originalmente, a missão da Mars Global Surveyor era examinar durante um ano a superfície de Marte, mas, concluído esse período e devido à serie de descobertas, os cientistas do JPL decidiram ampliá-la várias vezes.

A última delas em 1º de outubro deste ano. Foi a Mars Global Surveyor que confirmou a existência tanto de sulcos na superfície marciana que parecem ter sido talhados pelo fluxo de água como de possíveis depósitos minerais. EFE

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