CUB entrevista Gilda Moura Versão para impressão
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artigos da APO - Abduções
Escrito por CUB   
Domingo, 05 Agosto 2007 15:41
Para se ficar a conhecer um pouco mais o trabalho da Dra. Gilda Moura, considerada como sendo o John Mack bresileiro, deixo aqui uma entrevista feita pelo CUB.

Por Eustáquio Andréa Patounas - Diretor Editoial do CUB e
Presidente da SOCEX

1. Como e por que você envolveu-se com Ufologia?

Como eu já relatei, no meu livro O Rio Subterrâneo, é a partir do avistamento de um UFO, a poucos kms. do sítio do meu pai em Adrianópolis, no Estado do Rio de Janeiro, que a possível presença de naves extraterrestres em nosso planeta despertou o meu interesse.
No entanto, só começo a envolver-me com mais seriedade na investigação dos UFOs e não apenas de fenômenos paranormais, a partir de janeiro de 1981, quando se dá o meu encontro com um ser especial que transformou a minha vida.

2. Você publicou livros, fale-nos um pouco deles.

Publiquei até agora dois livros: "Os Transformadores de Consciência" e "O Rio Subterrâneo", ambos pela editora Record. Os Transformadores de Consciência teve uma primeira edição pela editora Atheneu com o título de "UFO – Contacto Alienígena". Nesse primeiro livro relato as similaridades do processo vivido pelos contatados e abduzidos com os processos místicos e de subida da Kundalini. já muito estudados por Tradições Antigas. Como não havia outros estudos até aquele momento sobre processos de expansão da consciência e Kundalini, tive que basear meus estudos nessas comparações. Hoje, depois de muitos anos e de ter me aprofundado na pesquisa de contatados/abduzidos, apenas acrescentaria alguns dados importantes para complementar hipóteses aí levantadas. Esses dados são os resultados científicos dos estudos das ondas cerebrais, com electroencefalograma e mapeamento cerebral. Esse trabalho já foi publicado no Journal of Scientific Exploration, Vol. 11, No. 4, pp. 435-453, 1997. Considero o meu livro básico para ajudar quem vive qualquer um destes processos de transformação da consciência e para os investigadores em geral.
O segundo livro O Rio Subterrâneo é o relato das minhas experiências com o fenômeno. Acrescentei as minhas conclusões sobre o assunto e as relações do meu processo com o dos outros contatados.

3. Dentro dos estudos efetuados, o que foi passado que ampliou os nossos conhecimentos a respeito destes seres?

Após muitos anos de pesquisa, a consistência dos relatos dos contatados e abduzidos de todo o mundo, permitiu extrairmos um padrão de comportamento desses seres. Pode-se agrupar diferentes tipos de atuações segundo as descrições das pessoas que passam pelas experiências. Apesar disto continuamos ignorantes com relação à verdadeira origem e o significado de todo o fenômeno. Podemos até inferir conclusões, mas não sabemos dentro da ciência, se estamos lidando com seres reais ou projeções engendradas por uma inteligência superior na nossa mente. Apenas pela observação de todos esses anos sabemos que não estamos sendo invadidos, mas provavelmente auxiliados no processo de ampliação da nossa consciência,

4. Dada a quantidade de abduções, é possível se traçar uma linha geral dos objetivos destes seres para com os abduzidos e/ou a Terra?

Complementando a resposta anterior, para mim e outros investigadores a abdução teria a finalidade de nos ensinar e fazer mesclagem genética com a provável finalidade de criar um novo protótipo humano melhorado física e energeticamente. Num encontro que transcorreu na Divinity Schooll na Universidade de Harvard, organizado por Dr. John Mack, chegou-se a conclusão que a abdução a longo prazo ampliava a consciência de quem a viveu, transformando a pessoa em melhor cidadão humano, mais preocupado consigo, com os semelhantes e o planeta. Portanto, não teria consequências negativas.
Eu particularmente, depois da experiência vivida por mim, Dr. John Mack, Gilson Mitoso e outros na Amazônia, tenho a certeza que a abdução faz parte de um Grande Plano, conjuntamente com os Mestres Espirituais do planeta para a transformação e expansão da nossa consciência.

5. A partir dos relatos obtidos seria possível se ter uma provável localização da origem destes seres? Haveria uma origem em comum ou aproximadamente em comum entre eles?

A partir dos relatos é possível pensarmos na localização da origem desses seres. Já há muita canalização, crenças, certezas e inferenças, não só pelo que é dito nos contatos diretos mas também por influência da divulgação na mídia. Podemos mesmo encontrar na internet, em sites de canais conhecidos, os agrupamentos da origem destes seres e mesmo a missão de cada um. Na minha experiência pessoal posso por intuição dizer a origem dos seres do meu contato, no entanto, a nível real de pesquisa, como disse anteriormente, não sabemos se essas origens são reais, são projeções ou podem também ser memórias ancestrais da própria raça. É voz corrente que haveriam seres agrupados em confederações intergaláticas e outros que não fariam parte dessas confederações e seriam invasores mais perigosos. Na minha pesquisa com os abduzidos encontrei seres de diferentes origens e aspectos, possivelmente raças ditas confederadas ou não, trabalhando em conjunto num mesmo episódio de uma recordação de abdução, com outros seres, como os grays.

6. Depois de uma experiência destas, o que geralmente muda na vida dos abduzidos? Se sim, porque exatamente ocorrem?

A abdução geralmente é uma experiência traumática ou pelo menos impactante na consciência de quem a vive. Depois desse impacto a consciência nunca mais é a mesma, ela se amplia e a nossa realidade muda em comparação com a outra vivida. Além das consequências normais que uma doença grave ou acidente tem de transformativo na vida de uma pessoa, creio que na abdução, há um estímulo na energia conhecida como kundalini nas tradições orientais. Assim, toda uma série de sintomas geralmente ocorre. O impacto e a assimilação, não só do influxo energético que resulta da experiência, provoca dificuldade de integração no cotidiano da vida e de retornar ao mundo real que agora é percebido de outra forma, Geralmente o abduzido passa a ter uma abertura paranormal e espiritual, pós contato, e isso o confunde muito. A explicação do processo e o que fazer esta bem detalhado no meu livro Os Transformadores da Consciência.

7. Como a hipnose revela alguns problemas ocorridos às vezes na infância, adolescência e também no que tange aos casos de abduções, eu pergunto:

8. Certas fobias podem ter associação direta com supostas abduções? Mesmo por parte de quem nunca, jamais levantou essa hipótese?

Respostas das perguntas No. 7 e 8. Sim. Principalmente alguns pânicos como de escuro, altura e de insetos. Às vezes, até dificuldade na área sexual e depressões, mesmo por parte de quem nunca pensou nesta hipótese. A abdução pode ser totalmente inconsciente.

9. Como podemos ter certeza do nível diferenciado de consciência de um indivíduo em transe?

Há várias formas que o hipnólogo conhece para perceber o nível de transe de um indivíduo. Há padrões físicos que nos dão esta percepção, mas exatamente o nível diferenciado de consciência que uma pessoa está, o hipnólogo não pode saber diretamente, só inferir por observação e prática.

10. Quais são os reais resultados das sessões de hipnose que revelam abduções?

A hipnose quando executada por um profissional da área da saúde mental, que possui experiência de lidar com traumas, ajuda ao abduzido a ultrapassar o medo que ficou associado intrinsecamente à experiência. Além disso, a hipnose ao desprogramar as emoções traumáticas associadas ao relato da vivência, libera a energia que aí estava presa e o indivíduo retorna melhor para a nossa realidade.

11. Esses relatos durante o transe, no caso de uma pessoa que alega anteriormente a sessão ter consciência de que fora abduzido, o tal relato geralmente é mais completo e com mais detalhes do que o relato antes do transe? Trocando em miúdos, é fato de que com a hipnose consegue-se mais riqueza de detalhes sobre tais relatos?

A hipnose executada por um hipnólogo com conhecimento profundo das pesquisas de abdução consegue levar o indivíduo a recuperar a memória do que lhe aconteceu durante a experiência, pelo menos a fração possível de ser recuperada. Atualmente, pós pesquisas com ondas cerebrais, sei que essas memórias estão gravadas numa frequência diferente das outras memórias comuns. Geralmente o que o abduzido recupera na sessão hipnótica, não só complementa, mas quase sempre é bem diferente de uma grande parte do que recordava. Logo a hipnose bem feita recupera os fatos com mais riqueza de detalhes. É importante o investigador saber separar realidade e fantasia. Principalmente nas relacionadas com a sexualidade.

12. Até que ponto a hipnose pode servir também para constatar um falso relato ou talvez um equívoco de interpretação por parte do indivíduo supostamente contatado?

O hipnotizador que tem prática e conhecimento de abdução percebe por detalhes mínimos corporais quando um relato é falso e se esse falso relato já existia anteriormente. Ao deparar-se com a memória real a pessoa tem um impacto e não consegue mais manter o relato anterior, ele não fantasia, mas é conduzido pelo fluxo das imagens.

13. É comum que uma pessoa que nunca tenha se dado conta do que é uma abdução ou de ter sido abduzido, ao se submeter a uma sessão de hipnose por outros motivos acabar descobrindo que já teve este tipo de experiência?

É comum isso acontecer. Eu tenho inúmeros casos de consultório, mesmo em Portugal, que as pessoas vão se tratar por outro motivo como uma fobia e acabam relembrando um episódio de abdução que eles não sabiam e nem possuíam conhecimento do assunto. É preciso, porém, estar atento para não projetarmos nossas idéias preconcebidas no paciente. Pode também ocorrer que se o hipnólogo não é psicólogo considera fantasias sexuais como realidade objetiva. A memória recordada nunca é factual ela é a recordação emocional de um fato.

14. Até que ponto a intervenção do "hipnotizador" pode interferir no relato do paciente em si? Esse é um ponto crítico na hipnose? Digo "critico" em função de a hipótese ser levantada por aqueles que querem colocar em descrédito a prática.

E ainda neste tema de intervenção, gostaria de saber se é real a hipótese do hipnotizador manipular o comportamento do hipnotizado a ponto de burlar sua percepção e comandá-lo na execução de certas tarefas que normalmente não faria?

O hipnotizador pode interferir no relato e na memória do paciente. Uma boa parte da hipnose é sugestão. Isso no caso das pessoas em geral. No entanto, na minha prática e nas inúmeras pesquisas feitas com os abduzidos ficou constatado que eles são altamente hipnotizáveis, mas nada sugestionáveis, o verdadeiro abduzido. O que ocorre é que há muito hipnotizador, sem prática ou conhecimento, que são enganados pelas fantasias dos outros e mesmo interferem criando fantasias em pessoas que são facilmente sugestionáveis, mas não são abduzidas. Isso é mais comum nos casos de contatados. Quanto ao fato do hipnotizador criar comandos para o indivíduo executar posteriormente é um assunto já muito estudado. Há mesmo um filme famoso sobre isso, com o título de Svengali, lançado no ano de 1931, e que criou na hipnose o chamado efeito Svengali. Há duas correntes na hipnose considerando esta possibilidade. Uma afirma ser possível e a outra diz que se a ordem não tiver de acordo com seus valores internos o indivíduo acorda no momento e não executa a ordem.

15. Existe uma razão para ser escolhida para ser contatada?

A agenda dos alienígenas ninguém sabe. Há muita especulação e hipótese sobre assunto. Segundo as minhas observações como já insinuei no meu livro O Rio Subterrâneo, creio que há um fator genético e espiritual nesta escolha. Devem estar escolhendo pessoas que mais facilmente despertariam e expandiriam a sua consciência. Estimulariam assim os que possuem uma descendência genética apropriada e um grau de evolução espiritual que facilitasse este processo. Creio que muitas vezes o que parece acontecer por acaso não é acaso. Os alienígenas, provavelmente, trabalhando em relação com os mestres espirituais do planeta saberiam como atrair as pessoas certas, aos lugares certos, na hora certa, para ocorrer o contato.

16. Os contatos são físicos, mentais, astrais, espirituais ou ambos?

Existem várias formas de contato como já foram classificados: primeiro, segundo, terceiro, quarto e quinto grau. Os primeiros até o quarto grau incluem avistamentos, contatos físicos e abdução ou rapto. No quinto grau estariam os contatos mentais e os espirituais. No entanto, para mim, não existiria esta separação sendo esta apenas didática. Um contato ocorre em todos os níveis do ser, levando posteriormente a uma transformação profunda e completa.

17. Qualquer pessoa pode ser contatada? Se a resposta for sim, como podemos fazer?

Como já disse anteriormente o contato não se dá por acaso. No entanto, neste momento de oportunidade para o planeta, qualquer pessoa com uma firme vontade pode fazer uma preparação ao contato, quem sabe um dia esse ocorrerá. Essa preparação inclui meditações, limpeza interna dos seus medos e emoções destrutivas e ida a lugares especiais. Isso no caso de contato, não avistamento.

18. Possui alguma foto, vídeo ou alguma coisa material que prove a existência do ser ou seres que lhe contatam?

A existência dos seres que me contataram não é do meu interesse ou deles que haja alguma prova material. Não faz parte do processo. Como enfatizei no meu livro O Rio Subterrâneo, essa vivência da qual a única prova é a minha própria transformação, só ressoará nas pessoas que estejam prontas para esse tipo de conhecimento. No entanto, da experiência que vivi na Amazônia, juntamente com Dr. John Mack e o ufologista Gilson Mitoso, temos um vídeo gravado da luz que apareceu em um dos dias.

19. Algum ou alguns de nós podemos participar de um contato junto de você com este(s) ser(es)?

Como já falei, esses seres especiais não se apresentam diretamente, pode ocorrer um dia em que eles estando comigo ou próximo a mim como pessoas físicas que são, quem estiver vibrando com a mesma sintonia, poderá percebe-los. Todo contato se passa num nível energético e telepático, apesar de serem seres em corpo físico.
Atualmente, o que fazemos em Portugal, são pequenos grupos de estudos e aprendizado de subida da frequência e limpeza dos bloqueios emocionais e medos. Depois nos reunimos em determinados locais com datas pré-determinadas em vigílias com a finalidade de facilitar o contato e complementação do trabalho de expansão da consciência dos que participam.

20. De que planeta são?

O ser especial que chamo de Ramon no meu livro, é de Orion. Os outros, que geralmente se apresentam nessas vigílias, mas não a nível físico, parecem mestres antiquíssimos. São muito, muito altos e se mostram em túnicas brancas. Na recuperação da memória da experiência da Amazônia, também os seres tinham essa aparência. Quem sabe teria relação com civilizações anteriores como Mu ou Atlantida? Creio que os Mestres do
Antigo Continente de Mu, não morreram ou foram embora. Agora estão se mostrando e nos ajudando a crescer.

21. Como você consegue discernir quando a pessoa "realmente" possui recordações de uma provável "abdução" e quando ela se utiliza disso "conscientemente ou não" para encobrir algum trauma violento como estupro ou seqüestro e mesmo quando esta está apenas "fantasiando" para obter algum tipo de reconhecimento ou atenção especial por parte de outras pessoas?

Um psicoterapeuta ou hipnólogo que tenha muita prática e conhece os sintomas e sinais de abdução ao fazer uma regressão consegue perceber a diferença entre a vivência real ou um trauma pessoal de outra origem. Tanto o Dr. John Mack quanto eu encontramos muito mais o oposto desta afirmação. Isto é pessoas com forte trauma de ter sido abusado sexualmente na infância e essa emoção estaria encobrindo uma abdução. Até porque as pessoas sabem muito pouco sobre abdução.

22. Há alguns anos, alguns colegas seus ufólogos condenaram-na, se assim podemos dizer, por você ter afirmado que Urandir Fernandes de Oliveira era realmente um paranormal. O que há de verdade nisso?

A alguns anos atrás não sabia que havia sido condenada, até por que não houve julgamento. O que eu sei é que naquela época haviam desentendimentos, discussões e muita guerra sem sentido em torno de assuntos mal conhecidos e mal interpretados. Como em ciência contra fatos não há argumentos não quis prosseguir a discussão sobre o assunto. Por isso retirei-me.
Havíamos feito, Dr. Norman S. Don, da Universidade de Illinois em Chicago e eu uma pesquisa de mapeamento cerebral e eletroencefalograma em contatados, abduzidos e paranormais no Brasil. Temos os resultados desta pesquisa já publicada e uma parte não divulgada, incluindo os testes em Urandir Fernandes. Chegamos a preparar uma grande equipe para no caso do Urandir testar o que era real e o que não era. Devido aos dissentimentos da época, dentro da Ufologia, esta pesquisa foi cancelada. Posteriormente, ele foi retestado por um neurologista, no Rio de Janeiro, cujos resultados eu os tenho e só foram publicados em Portugal. Por falta de tempo ainda não escrevi ou publiquei nada sobre o assunto no Brasil. Mas ainda o farei num futuro.
Em pesquisa é bom não confundirmos o que existe de fenômeno com fantasias, truques que estejam aí misturados. O fato de poder existir fraudes em paranormalidade não invalida que existam paranormais e fenômenos ufológicos anteriores ou posteriores.

23. Em suas pesquisas, mesmo que através do método de regressão, você se deparou com casos de contatos sexuais entre humanos e extraterrestres, tendo como conseqüência a geração de fetos híbridos?

Na maioria dos casos, tanto investigados por mim, ou por outros investigadores, existem esses relatos de contatos sexuais entre humanos e extraterrestres. Em geral eles são apenas virtuais ou projeções na mente da pessoa que está vivendo a abdução. Os homens costumam ter mais frequentemente recordação de possível relação sexual dentro da nave. As mulheres na maioria das vezes só se recorda de sentir um ser tendo relações com ela na sua cama.

24. Qual o conceito ou qual o seu parecer sobre híbridos?

Híbrido é um ser de mistura genética de duas raças. No nosso caso, entre humanos e alienígenas. Todos os abduzidos e mesmo alguns contatados tem recordação, memórias ou mesmo fantasias de ter filhos híbridos, nascidos aqui ou estariam em alguma outra parte do Universo. Para mim este último conceito foi durante muitos anos uma possibilidade mais real. Poderia também ser simbólica, estar representando um acontecimento atual ou mesmo a representação de alguma miscegenação genética já ocorrida com a raça humana. Atualmente venho me interessando por híbridos nascidos aqui. Tendo observado alguns filhos dos abduzidos que já cresceram e que agora se encontram numa faixa etária entre 18 e 24 anos. Se realmente seriam híbridos, não sei. Para isso teria que fazer uma pesquisa de fator genético e não apenas por observação e regressão. Mesmo assim eles me interessam porque possuem algumas características diferentes. Olhos grandes, fortes, muitas vezes negros, são muito mentais e menos emotivos que as mães e possuem muita paranormalidade. Eles, geralmente, em regressões hipnóticas reagem às memórias sem emoção. São mais mentais. O futuro e novas pesquisas poderão esclarecer melhor.

25. Esses contatos foram todos em nível físico ou houve algum caso onde houve alguma participação (ou manipulação do processo) em nível extrafísico?

Para ser abdução existe um fator físico. Mesmo que o processo posteriormente também ocorra em nível extra-físico. No entanto, nos casos dos híbridos mesmo que haja uma memória passada num nível extra-físico a manipulação parece ser mesmo física.

26. Qual foi a importância do Dr. John Mack, do qual era muito amiga, na sua vida?

Conheci o Dr. John Mack no Congresso do M.I.T., Abdution Study Conferency, em que só ele e eu apresentamos resultados mostrando a abdução relacionada com o processo de expansão da consciência. Era um homem muito inteligente com grande erudição, criador do departamento de psiquiatria de Hospital de Cambdrige em Boston, e com uma abertura e muitas vezes até ingenuidade para aceitar a dor, o trauma, as emoções, as ilusões e até as fantasias dos abduzidos. Por esse respeito ao outro e ao divulgar tudo isso, contribuiu enormemente para a compreensão e humanização da pesquisa da abdução. Foi uma luz que manteve as pessoas da ciência um pouco mais interessadas para compreender este fenômeno, sem fazer Cover UP. Por tudo isso ele muito me ajudou em conhecer pessoas e divulgar o meu trabalho nos Estados Unidos.
Infelizmente com sua morte o P.E.E,R, terminou como Centro de Pesquisas. A Universidade de Harvard divulgou dois trabalhos muitos céticos, com métodos científicos corretos mas executada por dois investigadores sem conhecimento profundo do fenômeno da abdução. Estive lá e consideram o assunto encerrado, não querem mais se envolver.

27. Você está retornando ao Brasil após 6 anos em Portugal. O que a levou a ir morar lá, que tipo de trabalho desenvolveu e por que está retornando ao Brasil?

Sempre desejei morar na Europa e não havia aparecido uma oportunidade. Após a minha experiência na Amazônia a oito anos atrás, comecei a escrever um livro que tinha a ver com o descobrimento do Brasil e as nossas raízes portuguesas e seria como a continuação do penúltimo capítulo do meu livro O Rio Subterrâneo. Neste mesmo ano do contato da Amazônia, fui convidada pelo Professor Joaquim Fernandes, da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, para falar num Congresso Fronteiras da Ciência, sobre abdução. Participei juntamente com Dr. John Mack. O contato com portugueses, conhecedores da Ordem Templária em Portugal, atrai-me.
Resolvi ir para lá fazer uma experiência de dois anos. Fui e gostei. O trabalho cresceu e atualmente além de ter um consultório clinico em Lisboa e no Porto, criamos um grupo Os Navegantes do Pensamento com palestras mensais, interligado a um trabalho com a A.P.O., da qual sou vice-presidente da assembléia geral. Desenvolvemos lá também um grande trabalho com hipnose na Universidade Fernando Pessoa e na Escola Médica da Universidade de Lisboa e criamos a IMAGINAL, a Associação Portuguesa de Hipnose Clínica e Experimental. Esse trabalho, durante esses últimos quatro anos, vem ajudando a expandir a consciência de muitas pessoas e abrir o interesse pelo assunto dos UFOs. De um ano pra cá, como meus filhos não foram para Portugal, resolvi retornar para o Brasil. A partir do meio deste ano retornarei e continuarei o trabalho de Portugal apenas esporadicamente.
Todo esse trabalho desenvolvido lá, tornou minha vida muito corrida, com muita requisição e sem tempo de escrever o livro ou ampliar a pesquisa. No entanto, o enorme trabalho clínico com regressão de memória e o intercâmbio contínuo com outros psicólogos e psiquiatras ajudou-me imenso a melhor compreender o mecanismo da memória humana e sua relação como o tempo. A minha intuição me diz que neste momento devo retornar para escrever o livro cuja pesquisa já está feita.

28. Tito Marques, sou de Lisboa - Gilda quais as impressões que ficou aqui do pessoal da Ovnilogia (APO)?

Tito Marques, eu iniciei o meu contato com o A.P.O. e o Luis Aparício ainda antes da separação da S.P.O.. Ainda na primeira vigília que fizemos na praia do Creiro, na Arrábida, alguns integrantes da atual S.P.O. participaram. Nesta época, consegui de um amigo meu brasileiro o espaço do Hotel Príncipe Confort, para as reuniões mensais públicas da APO e temos conjuntamente desenvolvido um trabalho de ajuda aos contatados e abduzidos. Aprecio muito o trabalho que está sendo desenvolvido pela APO. O site também, é bastante bom. A A.P.O., se preocupa mais com o lado espiritual e humano dos contatos/abduções. A S.P.O. centraliza mais no lado técnico. Creio que a separação ajudará o enriquecimento da pesquisa.

29. O que deve ser feito para sensibilizar a grande maioria das pessoas acerca dos fenômenos das abduções?

Creio que no caso de Portugal é o que estamos começando a fazer em Lisboa com as palestras dos Navegantes e da APO. Futuramente devemos fazer um Simpósio no Porto para ampliarmos o trabalho. Com o site da APO e essas pequenas colaborações nossas, pouco a pouco as pessoas vão tomando conhecimento do assunto OVNI. A apresentação de abduzidas, já investigadas, também ajuda a sensibilizar as pessoas.

30. Quais as conseqüências sociais da divulgação em larga escala das abduções e o que deverá ser feito para um melhor acompanhamento daqueles que as sofrem?

As consequências sociais das divulgações em larga escala das abduções é a tomada de consciência do público em geral que não estamos sós e nesse momento temos que ampliar a nossa visão do mundo. Como uma das consequências da abdução é os sujeitos se tornarem melhores cidadãos humanos e se interessarem mais pelos outros e pelo planeta, consequentemente melhorará a nossa vida, nos preparando para nos tornarmos cidadãos cósmicos. Para melhor acompanhar aqueles que sofrem é necessário mais informação, grupos de apoio e mais psicoterapeutas com conhecimento de abduções, UFOs, trauma e hipnose.

31. Nos trabalhos com abduzidos na Europa, qual foi o caso que mais causou impacto?

O caso mais importante para mim no meu trabalho em Portugal, foi o caso da Dra. Clara que comecei a divulgar recentemente com a autorização dela e que já acompanho há quatro anos. A divulgação de todas as regressões que já fizemos será publicada na reedição do meu primeiro livro "Os Transformadores de Consciência", pela Editora do Conhecimento.

32. Na sua opinião, qual a origem dos discos voadores?

Não sei. Há muitas teorias sobre o assunto. Atualmente, cada vez mais acredito que estão vindo da Terra.

33. O que você diria para os jovens que se iniciam no estudo do fenômeno UFO?

Leiam todos os livros que lhe atraírem e vejam todos os vídeos, que tiverem acesso. Participem em grupos de pesquisas que façam vigílias, para ter alguma experiência. Aos poucos, se tiverem uma mente aberta, não preconcebida, o próprio fenômeno vai lhe dirigindo.

34. Passei por uma experiência pessoal com a hipnose que não foi nada agradável. Dei a oportunidade para um terapeuta me hipnotizar durante 20 sessões de hipnose e nada ocorreu comigo. Porque certas pessoas não conseguem ser hipnotizadas?

Porque não querem. Toda hipnose é auto-hipnose. Ninguém consegue lhe hipnotizar, só você mesmo. O hipnólogo é só facilitador. Faça sessões de relaxamento e depois tente um outro hipnotizador.

35. Existem vários médicos que afirmam que hipnose é pura indução. O que você diria para estes médicos e para as pessoas que acreditam que hipnose é indução?

Hipnose também é indução. Mas mais que tudo é concentração da atenção. É um fenômeno natural que nós experimentamos várias vezes ao dia e não sabemos.

36. Em que época você foi contatada? Como se deu este contato? E como era este ser que você diz ser especial?

Fui contatada em 1981 e a descrição deste contato está no meu livro O Rio Subterrâneo. Como me autoregredi para o escrever, a descrição detalhada está melhor no livro porque inclui as minhas emoções da época.

37. Como psicóloga, você acredita em paranormalidade? Caso positivo, diga o porquê.

Eu costumava acreditar em paranormalidade e comecei as minhas pesquisas por estes fenômenos. Atualmente, depois destes anos todos lidando com o fenômeno UFO, percebo que não existe paranormalidade, simplesmente fenômenos ligados à expansão da nossa consciência e capacidades que nós todos possuímos e não usamos. Dentro desta perspectiva, o importante são os estudos da nossa consciência e seus fenômenos extraordinários e não a paranormalidade.

38. Você acredita que existem seres especiais infiltrados entre nós? Você é capaz de reconhecê-los? E como você tem esta convicção?

Seres especiais são indivíduos que possuem uma consciência muito expandida, uma frequência e um campo vibratório muito superior aos dos humanos em geral. Eu, como qualquer outra pessoa, só sou capaz de reconhece-los se eles se derem a conhecer pela manifestação da frequência. Não é questão de convicção, é uma interação que se passa num nível muito profundo do seu ser e que lhe dá esse conhecimento. Para não ser confundido com fantasia, que é muito comum ocorrer entre as pessoas, temos que ver as consequências na sua vida pós interação por expemplo: transformações, modificações de hábitos e atitudes e se há continuação dessa interação. Se não, são apenas fantasias, projeções ou desejos de contato. O encontro com esses seres são sempre impactantes na consciência. Eles não são esquisitos fisicamente nem diferentes, mas possuem a capacidade desse impacto mental, energético e físico. Encontro com Mestres Espirituais geralmente é transformativo mas não tão impactante a nível, também, físico como com esses seres.

39. Você poderia descrever como são estes seres especiais?
Pergunta já esta respondida anteriormente.

40. Já que eles estão entre nós, qual seria a missão deles? Eles querem nos ajudar, ou eles querem nos dominar?

Segundo o ser do meu contato, estariam aqui para ajudar essa transição planetária que estamos passando, principalmente com relação a expansão das nossas consciências e os reajustes que são necessário devido a modificação da frequência. Se não estivéssemos tendo essa ajuda, esses ensinamentos e essas orientações, no momento da aproximação de seres especiais, todas as nossas emoções reprimidas, da vida atual e de outras, se exteriorizariam e nós nos destruiríamos. Na séria TAKEN de Spilberg isso é bem demonstrado.

41. Estes seres especiais são de matéria, de energia ou são espíritos?

Existem seres especiais não materiais, como alguns grandes mestres espirituais, mas não são a estes que eu estou me referindo. Os que eu estou me referindo estão encarnados em corpos humanos.

42. Você acredita em abdução? Caso positivo, explique porque você acredita.

Sabemos que abdução é real, não é psicopatologia, nem fantasia. Só não sabemos em que nível de realidade ela se passa. Não sabemos também se pode ser uma realidade virtual projetada em nossa mente com alguma finalidade. Quem assiste inúmeras vezes a emoção e dor nas regressões dos abduzidos não pode deixar de acreditar na vivência destas pessoas. Eu acredito que alguma coisa se passa num nível muito profundo que tem um papel transformador e orientador para nós. Como já disse no meu livro "Os Transformadores de Consciência" os abduzidos para mim são como os heróis da mitologia grega, eles são os primeiros do seu povo que passam por uma aventura iniciática e trazem conhecimento e sabedoria para ensinar no retorno.

43. Você já foi abduzida? Gostaria de ser abduzida algum dia?

Para ser abduzido tem que ter memória de exames ocorridos numa nave e ser levado contra vontade. Dentro desse padrão eu não tenho memórias, sei portanto que não sou. Tenho memórias de contato e com todas as vivências pelas quais já passei e todas as transformações de expansão da minha consciência, não sinto necessidade de ser abduzida.

44. Como é a sensação de falar com seres especiais? Como você reagiu interiormente e emocionalmente durante seu primeiro contato?

Falar com os seres especiais provoca um grande impacto na consciência como já disse. A partir deste momento você nunca mais é o mesmo. Se desejar saber mais descrevo todos as minhas emoções no meu livro "O Rio Subterrâneo", e todas as consequências de um contato ou abdução nos "Transformadores de Conciência"..

45. Você sonha com estes seres especiais? Durante estes sonhos estes seres estabelecem contato com você?

Já sonhei algumas vezes. Eles, porém, não precisam se comunicar comigo por sonhos porque o fazem telepaticamente ou por telefone.

46. O que mudou na sua vida após você ter sido contatada?

Tudo. Como já falei antes passei por um processo de ascensão da minha kundalini com todos os efeitos que isso representa. Todo o meu trabalho atual se inicia após o meu contato.

47. O que você diria para o pessoal do mundo ufológico a respeito de seres extraterrestres?

O seres extraterrestres para mim são como diz o meu amigo Fábio Zerpa, extra a nossa cultura. Não sei se estariam vindo de outro planeta neste momento ou apenas retornando para reencontrarem os que aqui ficaram. São, como já disse antes, seres mais sábios, na sua maioria, e que aqui estão fazendo um trabalho integrado dentro de um GRANDE PLANO. São os nossos instrutores de longa data que agora estão se manifestando mais abertamente na Nova Era dos discos voadores.

48. Nos teus anos de pesquisas alguma vez chegou ao teu conhecimento alguma ocorrência de contatado alegando o mesmo que alguma entidade extra-humana comunicou-se via eletrônica, especificamente através do computador ? Excluindo aqui a experiência da TCI.

Encontrei alguns poucos casos de comunicação por computador ou televisão, sem ser por experiência de TCI. Foram intervenções inesperadas. Tive inclusive um caso de uma abduzida que uns sons se gravaram no seu rádio gravador, sons estes que usamos uma vez numa vigília aqui no Brasil para facilitar o contato.

49. Supondo que você acredite na realidade dos fatos narrados pelos abduzidos durante as sessões de hipnose regressiva, qual sua opinião a respeito das intenções dos abdutores: os experimentos por que passam os abduzidos seriam por um 'bem maior' e o trauma gerado nas 'vitimas' decorreria apenas de sua incompreensão do fenômeno ou ela acredita que os alienígenas seqüestrem humanos e os torturem para suas experiências sem ter nenhuma consideração por suas dores, conseqüências físicas, psicológicas, etc.
Enfim: são os extraterrestres (se é que assim podemos chamá-los) bem ou mal intencionados? Ou nenhum dos dois?

Já respondi esta pergunta nas respostas anteriores. Nem eu, nem os próprios abduzidos após se liberarem das emoções traumáticas se consideram vítimas. Os alienígenas, geralmente, quando percebe que os humanos estão sentindo dor ou medo, induzem uma sensação de amor e bem estar. Estou falando dos reais abduzidos e não de pessoas emocionalmente perturbadas que se imaginam abduzidas. O abduzido passa por um processo e aos poucos ele mesmo vai tomando consciência que já nasceu para sofrer esta experiência e sente-se muito bem após a expansão da sua consciência. Se os alienígenas são bem ou mal intencionados, não sabemos. Aparentemente não há conotação de bem ou mal. Apenas de executar um trabalho que é extremamente importante para eles e provavelmente para nós.

50. Você crê que os "seres" ou "naves" consideradas extraterrestres, farão aparições e contatos com nós humanos? Se sim, por quê?

Acredito que quando a humanidade estiver pronta o contato vai ocorrer e não está longe. O Planeta Terra há muitos anos está isolado do convívio cósmico e o universo é muito povoado. Há alguns anos participei em Washington, USA, de uma conferência chamada "Quando as Culturas Cósmicas se Encontram". Havia inclusive representantes da ONU. Uma das finalidades era traçar planos de como preparar a humanidade para esse futuro encontro. Por todas as profecias antigas e novas, esse encontro deve estar bastante próximo. É melhor estarmos preparados, para não perdermos o momento mais especial das nossas vidas.

atualizado em Sábado, 09 Abril 2011 14:51