Sequestro de John E. Mack Versão para impressão
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artigos da APO - Abduções
Escrito por Luis Aparicio   
Domingo, 27 Julho 2008 17:27

O Sequestro foi um livro que mereceu o prémio Pulitzer de 1994, constituiu um marco na ovnilogia, como forma de fomentar a sua leitura colocamos aqui somente um capitulo, aquele referente a umas das treze pessoas regredidas que John E. Mack apresenta neste livro. Sara é a abduzida que consegue fazer viagens ao outro lado da folha de celofame. É no outro lado, mesmo aqui ao nosso lado que os ETs estão. Por vezes Sara fazia viagens ao outro lado, para ir passar umas feriazinhas a casa, do outro lado do espelho.

Capitulo IX
SARA: FUSÃO DE ESPÉCIES E EVOLUÇÃO HUMANA



Sequestro

Comunicava com ele em inglês, «de uma forma vaga, como se estivesse dentro da minha cabeça... tanto telepática como verbalmente».

«Ele apenas fazia uma espécie de aceno com a cabeça.» Perguntou a Mengus «o que é que vocês estão a fazer na Terra?», ao que ele respondeu: «Oh, estamos apenas a observar.»
Seguidamente Sara viu na nave uma coisa parecida com um painel de controlo, como o cockpit de um avião, mas ainda mais metálico. «Parece que estou a flutuar sobre esta coisa» e perguntou a Mengus o que era aquilo.

Ele disse-lhe que «este é o nosso sistema de transporte.» Ela carregou em várias coisas «mas está tudo desligado, não causei estragos... Sabe, parecia que me deixava experimentar. E mesmo benevolente... tipo: é uma menininha, está só a ver e isso é óptimo» Sentia «...um verdadeiro clima de aconchego e benevolência... misturado com uma sensação de inflexibilidade.


Está sério. Este tipo é terrivelmente sério.» Mengus disse algo do género «Agora és nova, mas isto é uma espécie de preparação e é extremamente importante... Estamos lentamente a mostrar-te o
caminho, mas isto não é uma brincadeira e não se trata apenas de
voar por aí, isto é um assunto sério, por isso presta atenção.»

Mengus dizia «apenas isto: 'Não estragues'.» Escutava atentamente o que Mengus lhe dizia porque sentia que ele gostava muito dela e considerava que «não há margem para erro... Tenho a estranha sensação que agora ele está morto» disse ela, «sinto-me triste.»

Perguntei a Sara porque é que sentia que Mengus estava morto.
Replicou: «Consigo interpretar a sua vibração, e quando agora pretendo encontrá-lo é como se estivesse morto e tivesse sido reciclado [ver no capítulo 10 a explicação que Paul dá sobre o que acontece quando um ser morre] já não consigo aceder a ele e ele sente-se morto.» Mengus «era mesmo simpático. Parecia de facto o meu primeiro professor.» Tinha a «estranha sensação que um dos pequenos bonecos que desenhei, os bebés, eram... uma reencarnação de Mengus.»


Voltando às suas experiências enquanto criança, Sara referiu-se
aos fenómenos de flutuação/levitação referidos anteriormente e ao facto de sentir que estas capacidades, embora «muito divertidas»,vinham de uma «vida passada». Não eram «divertidas no sentido convencional» mas faziam parte da nossa evolução. «Compreendi perfeitamente que o verdadeiro divertimento pode ser sinónimo de muito trabalho e transformação.

«A energia vibracional dos seres translúcidos era, segundo Sara «muito mais elevada do que a energia que se sente aqui... Possuíam simplesmente muito mais consciência!
Não mantinham tudo oculto no seu inconsciente. Estavam despertos, simplesmente. Despertos e responsáveis, receptivos, concisos e precisos e tinham os olhos abertos... Bem como os seus corações.

Não tinham medo e não eram mesquinhos e egoístas em relação ao
amor e isso é muito agradável. Eles eram tão, tão, tão simpáticos... Tenho a impressão que tinham uma coisa translúcida na parte de trás da cabeça... Sabe que a nossa cabeça não é translúcida, é coberta por cabelo e tudo.

Nós tapamos todas as nossas pequeninas coisas que não queremos que os outros vejam e eles são simplesmente mais abertos. Conseguimos ver lá para dentro e, como são telepáticos, não têm segredos. Resultado: cada um deles vale mais quando está com os outros. Do mesmo modo, também não estão em contradição. Eu gosto disso. Meu Deus! Como eu gosto disso! Gostava de poder
estar com eles de novo.»

Sara sentia que para estar com aqueles seres, pelo menos daquela
maneira feliz e inocente, teria de recuar no tempo, «até um período anterior a esta vida... Acho que vou tentar», disse ela. De seguida, deu consigo a voar numa nave espacial branca com uma série de pequenas janelas. Voava sobre uma área deserta — «Estamos só a voar a grande velocidade por aí e consigo ver lá para baixo e é tão maravilhoso... Não sei se alguma vez me senti tão feliz na vida, assim sem restrições, para sempre, feliz. Uau!

Estamos sobre uma elevação e há aqui uma grande extensão de deserto e vejo este vermelho, amarelo e cor-de-laranja e, ao nível das sensações, é tudo simplesmente formidável. É simplesmente delicioso.» Nessa vida, o seu corpo era como o de um esqueleto, «como Mengus... E arrepiante e os ossos são um tanto pequenos, e o corpo é frágil e um tanto barulhento. Anda-se de uma maneira muito desarticulada». Sara ficou de novo maravilhada com a capacidade de manobra que sentia dentro do veículo espacial, de como era «agradável passear por aí.»

Tendo por base esta perspectiva extraterrestre da vida passada,
Sara falou das coisas «estúpidas» que os humanos fazem e da tentação de discutir com eles directamente. Mas «é muito mais útil ser subtil e certificarmo-nos que eles reflectem sobre isso.» Os seres humanos são «tão egocêntricos que não mudarão. Não mudaram.

Têm essa coisa do ego a que gostam de se agarrar e tornam-se
mesmo ameaçadores...» Mas há também coisas «preciosas» nos
seres humanos. «Conseguem sentir o cheiro das flores, por exemplo.

E isso é simplesmente incrível e conseguem sentir o sol sobre a
pele.» Enquanto ser extraterrestre «eu estava a operar de uma forma que tinha menos em conta a parte física e por isso tornamo-nos mais leves a determinado nível... Há algumas vantagens. Uma delas é a de não se cair nessas coisas como as depressões. Mas, por outro lado, torna-se um bocado desarticulado e um pouco distante... O sentido do olfacto não existe da mesma maneira. Não se consegue cheirar profundamente, por exemplo» observou ela.

Mas por outro lado, os extraterrestres têm uma «visão mais ampla» e possuem maior discernimento e paciência. Do mesmo modo «Vocês têm essa coisa sobre a cabeça que [vos impede] de ter acesso telepaticamente a qualquer tipo de informação. Por isso têm essa espécie de flexibilidade informativa. O que quero dizer é que vocês conseguem obter qualquer informação que precisem.»

Para Sara, o objectivo do seu voo sobre o deserto era o de inspeccionar o planeta em termos de «recursos planetários», de modo a «saber quais as possibilidades de sobrevivência de uma área como esta» no caso de haver um «enorme abalo planetário.» A área deserta parecia ser um potencial «ambiente estável» em caso de uma erupção maior, por ser alta e plana.

Quando encarnou um ser extraterrestre e conseguiu voar, sentiu que «ia para um lado e para outro», entre as formas humanas e as extraterrestres, como se estivesse a tentar tomar uma decisão. A identidade do corpo humano é esteticamente agradável devido à «estrutura e outras coisas», ao mesmo tempo que se sentia atraída por uma perspectiva mais ampla ligada à identidade extraterrestre.

Sara regressou ao presente e continuou a descrever uma enorme
e sinistra nuvem negra que cobria o céu e que parecia exercer uma influência magnética sobre si própria «como se lançasse alcatrão escuro, negro sobre a minha cabeça.» Pareceu-lhe que a nuvem era uma projecção da consciência negativa e das vibrações dos seres humanos. O seu impacto debilitava-a e fazia-a sentir-se uma vítima.

A nuvem funcionava como uma máscara ou escudo destinado a
esconder uma espécie de artefacto idêntico ao que os seres humanos desenhariam se fabricassem naves espaciais. Essa nave era a fonte da vibração negativa e era pilotada por um ser humano. Sara achava que era uma completa «estupidez.» «Sinto uma completa aversão por tudo isto», disse ela. O «objectivo» daquela aeronave era, segundo ela, «aparentemente a guerra», mas não a guerra para matar pessoas. A guerra era direccionada para as «cabeças das pessoas... uma guerra para controlar as pessoas.» Sentiu «um desejo enorme de me proteger daquilo tudo.»

De seguida, Sara recordou as experiências de «levitação», «flutuação» e «impulsão» ocorridas durante a sua infância no quarto com a cama de dossel. «Era como se alguém estivesse quase a atirar-me para cima e para baixo.» Eram dois «tipos parecidos com o Mengus» que estavam a fazer isso. Parecia que existia um campo magnético entre os dedos deles e o seu corpo. O impulso «era divertido... eu ria-me» e depois os seres falavam um com o outro, «comigo não» e saíam pela janela, colocando primeiro a cabeça.

Estas visitas eram amigáveis, «como se aparecessem para tomar chá» mas depois de acabar a faculdade os seres «enfureceram-se» porque ela estava a levar uma «vida convencional e estúpida... uma existência com poucas perspectivas», especialmente quando arranjou um emprego no ramo do comércio.

Sara ligou esta experiência a outra que teve mais tarde. Estava
deitada a apanhar sol quando «senti uma coisa a pairar sobre mim». Viu uma figura que era «um cruzamento entre um ser Mengus e uma pessoa. Era humano na forma, mas mais leve e flutuava livremente».

Sara recebeu uma comunicação através desse ser, «Isto é muito
importante». Disse-lhe que a intenção não era agressiva, era apenas uma espécie de teste sobre a «compatibilidade genética ou coisa do género», uma «infiltração», «um teste de viabilidade», «uma fusão dimensional.»

Pedi a Sara que explicitasse melhor o conceito de «fusão dimensional». Descreveu-me então aquilo que para mim é a imagem central da nossa primeira sessão. «É como uma nave», disse ela « uma folha de celofane translúcido.» Há «como que um vidro enorme que se estilhaça», e uma incisão «de uma lâmina fina» que separa a dimensão física/Terra do reino donde provêm estes seres. Neste contexto, pedi-lhe que me desse mais pormenores sobre o contacto.

O ser tinha «um leve contorno de um pénis, mas não era idêntico a um pénis físico», e penetrou no seu corpo. A experiência não tinha nada a ver com o que conhecia sobre relações sexuais humanas. «O próprio ser estava agressivo e eu não gostei dessa parte. Ele não se envolveu emocionalmente durante toda a relação... Parecia mais um cientista a explorar o território.» Perguntei-lhe se tinha havido actividade orgiástica.

«Foi muito, muito, muito mais subtil» respondeu ela. «Não se passou inteiramente nesta dimensão» disse Sara, «por isso não pode ser avaliado quer por palavras quer em termos físicos, porque de facto não se passou aqui. Foi metade aqui e a outra metade noutro sítio qualquer.»

Depois desta experiência Sara afirmou ter-se sentido « como que ludibriada». O ser não «me contou a história toda e o que disse foi mais ou menos 'Eh, confia em mim, é importante'.»

Em seguida acrescentou: «Se um ser se está a projectar sobre uma
folha de celofane e [o] celofane se projecta sobre esta realidade e eu posso ficar ali a ver, eu sou capaz disso.» Perguntei-lhe se realmente isso tinha acontecido com ela («servido de intermediária»). «Sim», disse ela, acontecera há cerca de duas semanas. Tinha ido fazer ski.


Havia um espelho grande no seu quarto de hotel. Levantou-se a meio da noite e no lugar do espelho apareceu um corredor. Tentou andar por esse corredor, mas bateu com a cabeça no vidro. Miguel não a tinha acompanhado nessa viagem mas «no momento em que choquei com o corredor ele estava no quarto e tentei gritar 'Miguel', mas não consegui. Não me saía nada.» Partilhava o quarto com uma amiga praticante de ski, que também viu uma silhueta no quarto. Paradoxalmente ela «limitou-se a adormecer de novo.»

A pancada doeu-lhe muito, mas, assim que o espelho se abriu, a
dor resultou também da «interpenetração das dimensões». Era como
se surgisse «um ser que se parecia com o Miguel» ou «um disfarce
do Miguel».
O ser tinha olhos «escuros e penetrantes, negros, negros» e «era parecido com um insecto» com uma «cabeça muito grande» e «um pequeno corpo enrugado... que usava um fato para parecer maior... Magoou-me» disse Sara, «mas o objectivo fundamental não era magoar-me».

Pretendia «explicar alguma coisa através da demonstração», nomeadamente que «toda esta interpenetração dimensional existe.» O «bater com a cabeça serviu para demonstrar 'Eh! Isto é fisicamente real'» De outro modo, muitos humanos ficam muitas vezes «densos» e/ou demasiado preocupados para serem
contactados.


«Em termos de espécie». Sara achou-se «compatível» com os
seres do tipo de Mengus, mas o ser do quarto de hotel parecia ser um representante de outra espécie com a qual Miguel esteve em contacto, talvez numa outra vida. Segundo Sara, estas duas espécies estavam a tentar estabelecer ligação entre si e a sua ligação com Miguel demonstrava-o.

Sara afirmou que cada espécie tem o seu próprio «plano de vibrações», de modo que quando duas espécies se querem contactar têm de «criar um novo plano vibracional de interacção.»

Isto pode ser exemplificado através da relação humana que, de facto, ultrapassa a barreira da espécie. Era uma forma de aperfeiçoar um número infinito de coisas, através de «um pancada maravilhosamente concisa.»

Pedi a Sara para falar um pouco mais sobre o ser que ela vira no quarto de hotel. A cabeça era a parte mais proeminente do corpo, com um «brilho difuso», parecida com a de um «réptil», parecida «em parte, com a das cobras, das serpentes» e muito alongada. «Veias vermelhas» faziam que a cabeça se parecesse com «um corpo
virado do avesso.» A criatura não era «má. É bastante simpática.»

Parecia quase «um ser marinho, um molusco ou um caracol mas sem
a concha.» Parecia vulnerável, necessitando da sua «compreensão»
e «cooperação.» Admitir que a criatura existe na realidade «ultrapassa os meus limites de aceitação e de tolerância... abrir o meu coração a uma coisa que não é igual a mim. Isso é bom para mim.

Preciso de conhecer isso. Preciso de aprender e de fazer alguma
coisa nesse sentido.» Considerou que o ser tinha sido «amável» ao «vestir» o fato de Miguel de modo a conseguir maior intimidade.

Quando Sara o olhou nos olhos viu «muito amor» e sentiu que era
recíproco. Também observou um olhar «um tanto triste» e «fatigado», como se estivesse a dizer «Já chega!», e concluiu: «Eles estão fartos que tenham medo deles... Sinto pena daquele tipo.» Acabámos aqui a sessão de regressão e o espírito de Sara começou a duvidar da sua própria experiência e a procurar formas de «explicada [a sessão].

Pode ser desilusão ou imaginação», disse ela. Mas logo acrescentou: «Também não é imaginação. Creio que é real. É mais real do que imaginário. Mas é real como num holograma... como se fosse projectado, mas não sei. Bati com a ca... e depois regressei, 'Meu Deus! Doeu, não foi?'... Passou-se alguma coisa comigo, por isso foi real,» concluiu Sara «toda aquela dor que parecia uma queimadura, a arder...» Depois de voltar à nossa realidade, as duas realidades pareceram-lhe «mais a par» ou «muito mais iguais.»

Sara disse posteriormente que a fusão das espécies tinha como objectivo principal provocar a «evolução pessoal» para alcançar a «compreensão universal.» A dor intensa serviu para penetrar na densidade da recusa humana, alcançando-nos quando estamos «adormecidos».

A dor é «o limite da tangibilidade física». Cada espécie contribui com alguma coisa para a fusão. Sara disse que, por exemplo, os seres do tipo de Mengus são espiritualmente mais avançados do que os humanos, que têm de se «Mengusizar mais». As criaturas do tipo de Mengus procuram aperfeiçoar-se mais fisicamente, «a capacidade de cheirar», por exemplo. Quando duas espécies se fundem, cada uma delas retém alguns dos seus elementos originais.

Este processo de cruzamento das espécies envolve um «grande, grande, grande amor.» Para Sara, o amor dos seres humanos é, na maior parte das vezes, muito mais possessivo, envolvendo emoções como o ciúme.

Este amor interespécies é «mais incondicional...
Acho que é a única razão da nossa existência, entendida em todos os seus sentidos.» Algumas semanas mais tarde. Sara escreveu-me a agradecer a minha ajuda e dizia que, após a sessão, «as coisas pareciam ter acalmado bastante».

Cerca de seis semanas depois da sessão, encontrei-me com Sara
durante quase uma hora para integrar algumas revelações posteriores à sua regressão e para falar sobre hipotéticas formas de revelação do seu chamamento. Depois de falarmos de investigações corriqueiras sobre OVNI, sequestros e assuntos do género.

Sara sugeriu que talvez os extraterrestres estivessem a adoptar características tecnológicas «para se tornarem mais acessíveis para nós» utilizando por exemplo meios idênticos «a aviões, para tornar as coisas mais fáceis.»

Tal como muitos outros sequestrados com quem tenho trabalhado, Sara considerou que as cataclísmicas mudanças físicas ocorreram cedo de mais no nosso planeta e colocou a hipótese de virem a ser as preocupações ecológicas e ambientais o factor de união da humanidade, ajudando-nos a ultrapassar as fronteiras étnicas, culturais e outras.
Disse que por vezes chorava com saudades de «casa», mas que, para ela, «isso nada tem a ver com os meus pais terrestres».

Isso acontece «numa dimensão diferente». Sente falta de um sentimento de ligação mais profundo. Conversámos depois sobre a forma que tinha essa outra «casa» e o que ela significava. «O lar é dimensional e não espacial», disse ela. «O conteúdo é quase cem por cento emocional», acrescentou. Era-lhe difícil explicar isto de forma coerente.

«E tudo... o sentimento do amor é o maior... suporte incondicional da vida. Não me refiro à vida humana, mas a criatividade... uma espécie de amor mais maduro. É arrebatador. Quando se sente isso, e quando se sente essa ligação, o sentimento do amor é extraordinário.»

Quando acede a este ou a outros estados de contacto, sente-se «muito feliz». Diz que «parece que o campo magnético à minha volta muda completamente... como se o espaço ou outra coisa estivesse a flutuar, como se pudesse assistir a um abalo térmico ou algo no género.

A sensação é essa.» Sara afirma também que este estado é de tal maneira familiar que sempre o aceitou como real e que se concentrasse mais vezes a sua atenção nesse sentido, muitas outras coisas adicionais se tornariam acessíveis.

Apesar da alegria que sente quando entra noutra dimensão, Sara
considera que não teria sido «eticamente correcto atravessar», totalmente ou demasiado depressa, o abismo entre os dois planos.

Disse que «no passado parecia que tinha um compromisso, como um estudante em regime de intercâmbio», o compromisso de passar um ano no estrangeiro, para assim poder vir à Terra. Estava, com efeito, «num programa de penetração», «conseguira recursos» e tinha «uma responsabilidade» na sua execução.

De uma maneira ou de outra. Sara expressa um desejo de utilizar
a «ecologia como uma forma de ajudar as pessoas a fazer uma...
transição... As pessoas têm de redefinir filosoficamente o conceito que têm de ambiente. As pessoas pensam 'Oh, o meu ambiente’. Mas é como se o ambiente fosse [completo]... o ambiente é infinito.


E possui um número infinito de características, que vão das físicas até às emocionais e psíquicas, até as que cruzam vários planos e secções... Cada um de nós é o seu próprio ambiente... É um conceito muito mais alargado do que a maioria das pessoas pensa», considerou.

Em seguida. Sara referiu-se à dificuldade que a espécie humana tem manifestado para aceder a um conceito de amor incondicional, «criativo e vivo», que ela relaciona com todas as formas «como nos diferenciamos uns dos outros», como é o caso da criação de barreiras de género, de etnia e de religião.

A ecologia podia ser usada para descobrir «traços comuns» e para «transformar as consciências... Se na verdade, na mais absoluta verdade, fazemos o que é melhor para nós próprios, estaremos a fazer o que é melhor para o mundo. As duas coisas são sinónimas.»

Sara observou que ainda sente «necessidades emocionais.»
Utilizando a sua metáfora sobre os estudantes em regime de intercâmbio desta para outra dimensão, referiu: «Posso conseguir umas férias em casa, ou estar em dois lugares ao mesmo tempo» mas afirma que pode ser mais útil alcançar um estado de consciência em que «não me interesse realmente se vou para casa ou não. Aí posso ir para casa porque não preciso de ir para casa.» Falou depois sobre a forma como o seu trajecto espiritual a conduziu ao encontro do seu próprio espaço, onde é capaz de «dar amor», tanto «ali (na outra dimensão), como «aqui» na Terra.


DISCUSSÃO



Num dos nossos encontros. Sara perguntou-me se eu achava que o
rumo do seu pensamento e da sua experiência reflectia algo de psicopatológico «Se se trata de pura imaginação.» Assegurei-lhe que outros sequestrados se tinham debatido com as mesmas questões filosóficas. Partilhei com ela algumas das minhas especulações sobre as implicações do fenómeno do sequestro e reflecti sobre o alcance que tinham experiências como as suas.

Sara preocupara-se desde a infância com questões filosóficas e
espirituais, e era dotada, aparentemente desde muito cedo, de alguns poderes paranormais, como a capacidade de levitar outra criança, ou pelo menos de induzir a tal. Estas preocupações e capacidades pareciam estar intimamente ligadas com os contactos que manteve ao longo da sua vida com seres extraterrestres, precocemente manifestados durante a infância através da figura tutelar que baptizou de Mengus, referido como o seu primeiro professor.

As experiências do sequestro de Sara, divertidas e alegres enquanto criança, mas sempre extremamente sérias a um outro nível, surgem directamente relacionadas com o seu crescimento pessoal e espiritual e com a sua determinação em ir ao encontro de um chamamento que lhe fornecesse suficiente capacidade de acção, tendo em conta o seu desejo de servir o planeta o mais possível. Ultimamente, contudo, Sara crê que o fenómeno do sequestro, na sua essência, emerge de um lugar que se situa para além do plano físico e não pode ser compreendido apenas através da tecnologia.

Tudo parece indicar que os encontros de Sara foram, desde a
infância, uma espécie de preparação ao nível da consciencialização para o trabalho de uma vida que ela se esforçava por realizar.

Esta tarefa aparece ligada à referência a um conceito alargado de ecologia e «ambiente» que desse origem a uma alteração do paradigma: da consciência da divisão e separação para o da abertura, criatividade e amor incondicional.

Sara relaciona a sua própria evolução nesta direcção com os seus contactos e o seu papel como uma espécie de estudante de intercâmbio entre o universo não-físico do qual emanavam os extraterrestres ou «seres luminosos» e a terra onde ela se empenhou em viver.


Sara tentou repetidamente ao longo das nossas sessões expressar
por palavras o processo através do qual os seres extraterrestres conseguem entrar no nosso universo físico e como é que ela, por sua vez, consegue aceder ao deles. Uma imagem forte é a da poderosa membrana de celofane que se estilhaça, originando uma incisão através da qual se torna possível algum contacto com a outra dimensão não física.

Ela própria consegue aceder a este outro universo e anseia entregar-se quase por inteiro ao outro domínio que, tal como tantos outros sequestrados, considera ser o «Lar» e o lugar dos seus pais verdadeiros. Mas sentia constragimento em passar totalmente para o outro lado devido aos constantes desafios terrenos para ultrapassar as suas necessidades egoístas, especialmente o desejo de ser amada.

Sara, como outros sequestrados, está consciente que a transformação da sua própria consciência e a partilha deste processo é uma subtil contribuição a um nível mais alargado. É assim que ela coloca a questão: «Se fizermos o que é bom para nós próprios, estaremos a fazer o que é bom para o mundo.»
Sara, talvez como outros sequestrados, participa numa espécie
de projecto de fusão e evolução das espécies.

É provável que o objectivo deste projecto seja a criação de novas formas de vida que estejam espiritualmente mais envolvidas e menos agressivas, e a manutenção simultânea das capacidades sensoriais marcantes que acompanham a densa estrutura da existência humana física.

Uma parte da nossa longa sessão de hipnose envolveu as memórias de um contacto com um ser extraterrestre, vividas parte na nossa realidade física, parte numa dimensão não-física.

A característica mais difícil de entre os vários tipos de contactos interdimensionais e interespécies descritos por Sara é a diferente frequência vibracional em que vivem os seres de outras dimensões e os ajustamentos de raiz que devem ocorrer de modo a que se dê o contacto.

Grande parte da extrema exaustão física que Sara e outros sequestrados sentem durante as suas regressões pode estar relacionada com a libertação física destas incongruências vibracionais outrora reprimidas, por vezes durante toda a vida, por poderosas forças opressoras que podem advir tanto da psique humana como possivelmente do controlo imposto pêlos próprios seres extraterrestres.

Alguns dos momentos mais intensos durante a primeira regressão de Sara ocorreram quando ela se lembrou do embate ou «choque» doloroso que ocorreu quando confundiu um espelho do seu
quarto de hotel com um corredor aberto, um «erro» que pode ter sido engendrado pêlos próprios seres. Imediatamente a seguir a este embate e ao doloroso impacto.

Sara foi capaz de reconhecer no seu quarto um representante de outra espécie de seres extraterrestres, que se pareciam mais com répteis, possivelmente ligado ao seu amigo Miguel, como ela estava ligada à espécie do tipo de Mengus.

O lado intensamente físico deste tipo de experiência parece servir para que Sara e outros seres humanos sejam forçados a entender a realidade das entidades e dos domínios sobre os quais a nossa cultura ocidental ensinou, durante os séculos recentes, que não podem, que não devem mesmo existir.

Contudo, esta espécie de choque ontológico e físico pode constituir um primeiro passo essencial no processo da evolução da consciência humana que parece constituir a essência do fenómeno do sequestro extraterrestre.

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Devido à ex editora Planeta ter falido, não há em Portugal á venda e os poucos que se encontram só em alfarrabistas.






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atualizado em Quinta, 25 Agosto 2016 03:56