50º Aniversário da Aparição Mariana na Asseiceira

ASSEICEIRA – RIO MAIOR
No passado dia 23 de Março e 7 de Dezembro 2003 visitamos a Asseiceira, 49 anos depois da mais celebre Aparição Mariana em Portugal. Ainda encontramos pessoas que tinham assistido a todo o processo, umas não viram as figuras aladas outras viram, a generalidade viu as velas acesas e as movimentações do sol com a emissão de raios coloridos.
Tudo começou quando a professora da escola primária da Asseiceira pediu aos seus alunos para rezarem para poder passar nos exames. Carlos Alberto sentiu vergonha de rezar à frente dos colegas por estes fazerem troça dele e veio para fora da escola onde estava um loureiro conjuntamente com um colega. Quando estava nas suas orações ouviu um ramalhar do loureiro e o colega e ele fugiram. Então pode ver que a imagem duma senhora muito linda lhe disse ” Não temas eu sou a mãe do redentor”. O Carlos Alberto voltou para trás e ela disse-lhe que viria ali todos os meses e que era preciso rezar o terço, era então 16 de Maio de 1954 13.23 horas.
Todos os dias 16, de Junho até Dezembro logo ao nascer do sol, este apresentava-se a rodar intensamente e a emitir raios de diversas cores .
Durante a noite eram vistas luzes no céu que se deslocavam de forma anormal, nunca vistas e sem razão aparente. (ver o caso de Zeitoun).
Na ultima aparição a 16 de Dezembro o sol às 13.23 horas irradiava uma cor amarela e tudo e todos estavam amarelos, as pessoas diziam umas para as outras ” olha tu estás toda amarela”, as paredes e as arvores estavam amarelas.
A Guarda Republicana veio em força impedindo e agredindo muita gente. Eram dezenas de milhares de pessoas que se aproximavam da Asseiceira. Gente que aparecia de todo o lado, cheia de lama nos sapatos e no vestuário, porque vinham por aqueles campos, devido às estradas estavam bloqueadas pela GNR.
A 16 de Dezembro algo se passou muito importante que dá para mais uma vez afirmar, estamos perante o mais importante caso de uma aparição mariana na Terra. A GNR levava a espingardas Mauser e aqueles soldados que estavam mesmo perto do altar feito vidente, quando se aproximou as 13.23 horas, tinham as armas consigo ao ombro e aconteceu que as espingardas lhe foram retiradas e lançadas por terra. De referir que ninguém se aproximou dos soldados e lhe retirou a arma, nem muito menos os soldados lançaram as armas para o chão. Perante aquele acontecimento aqueles soldados , abandonaram o local e dirigiram-se para o seu graduado dizendo ” olhe castigue-me mas para ali é que eu não vou mais” e abandonaram a periferia do altar, onde estavam as luzes, a figura da senhora pequenina da senhora e houve quem tivesse também visto os anjos. Lá em cima o sol emitia uma luz amarela que banhava tudo e todos.
A igreja católica recebeu muito mal tudo o que passou na Asseiceira, dando a entender que não queria concorrências com Fátima, emitindo inclusive uma nota pastoral desaconselhando tudo aquilo referente à aparição da Asseiceira.
Também tivemos a possibilidade de entrevistar a viúva do vidente Carlos Alberto ( Célia Ribeiro) que nos contou alguns pormenores da sua vida. Soubemos que o Padre Armando recusou-se a casar o vidente , também os filhos do casal tiveram que ir ser baptizados a Alpiarça, devido à recusa do referido pároco.
Este pároco disse aos noivos que só os casaria se o Carlos Alberto se se retratasse, quer isto dizer se o vidente dissesse que aquilo que tinha visto era mentira. O vidente Carlos Alberto sempre dizia que ia morrer novo e quando nasceu o seu primeiro filho disse à esposa, vamos só ter mais um filho, fica um para ti e um para mim. Assim aconteceu com 37 anos de idade teve um acidente de automóvel no qual morreu, sendo seguido poucos dias depois pelo filho. Ficou assim a viúva e a filha. O vidente afirmou que a Senhora lhe tinha dito um segredo mas ele nunca chegou a revelar.
Outros episódios caricatos como o referido padre Armando, recusar-se dar a comunhão às pessoas que viessem rezar o terço à capela que está à frente do Loureiro .
Na referida aparição a Senhora terá dito para ali se rezar o terço todos os dias. Assim o Carlos Alberto gravou para uma cassette o terço. Na altura do terço, toda a gente acompanhava-o quando ela estava presente. Quando ele não podia ir à capela era reproduzida a referida cassette para os presentes acompanharem.
Outras pessoas que contactamos ainda se recordam muito bem do que se passou. Parece que as pessoas de fora da Asseiceira viram mais pormenores do que as pessoas da localidade.
Quase toda a gente viu as velas acesas no altar , e ainda encontramos uma senhora que viu o que ela chama de “anjo da guarda” (foto ao lado). Outras pessoas viram também a senhora com o manto azul no altar.

Entrevistamos uma senhora que amavelmente nos recebeu na sua casa chamada Lucília André (não quis ser fotografada). Porque consideramos histórico este acontecimento, colocámos aqui o seu testemunho verbal. Ficheiro MP3 de 4,4 MB, aguarde um pouco o seu carregamento.

Existe neste momento uma comissão de moradores que trata dos assuntos relativos com a capela e à loja que vende figuras de cera, santos etc. e foi decidido que aquilo conforme estava não iria ter muito desenvolvimento, era melhor ser entregue a administração à igreja católica.
Há alguns anos atrás já foi entregue todo o ouro que os crentes lá tinham deixado à Igreja Católica.
Assim e depois da entrega do ouro e da promessa de passar a administração da capela para a igreja, a cúpula dirigente da Igreja Católica já tem uma outra postura, tendo sido recentemente visitada pelo Bispo de Leiria.
Na loja da comissão de moradores está a maqueta da futura igreja e de toda a área abrangente. De notar que é preservada a capela lá erigida. Parece-nos que o melhor a fazer era deitar abaixo as casas particulares adjacentes à Capela e ao loureiro, para obter mais espaço, visto aquelas casas não estavam ali, quando houve as aparições. Também muito importante era desviar a estrada que atravessa a Asseiceira visto ser estreita e perigosa, tendo havido já diversos acidentes.
Luís Aparício