A viagem interrompida de Betty e Barney Hill

À medida que a luz parece aproximar-se da viatura, Betty avisa o marido, que lhe diz que provavelmente é um satélite. Dentro do automóvel, encontra-se também a cadela do casal, Delsey, que por esta altura se começa a comportar de um modo irrequieto, fazendo com que Barney pare a viatura para ela poder apanhar ar. Nesta paragem, os Hills observam melhor o objecto e chegam á conclusão que ele de facto se move. Pouco depois, retomam a sua viagem parando várias vezes para observarem a luz, que revela movimentar-se de uma forma errática, como que se tivesse a perseguir o casal, que por sua vez já começa a discutir hipóteses para o que vêm. Barney decide pegar nos binóculos para observar o objecto e vê que é alongado com luzes pulsantes que variam de vermelho e laranja até verde e azul. Nesta altura o cão começar a ficar cada vez mais perturbado e o objecto começa a aproximar-se cada vez mais do casal. Quando ele já se encontra bastante próximo, Barney decide pegar mais uma vez nos binóculos e sair do carro em sua direcção, observando que as luzes multicolores desapareceram e que o objecto apresenta agora uma luz branca homogénea, acendendo-se duas luzes vermelhas lateralmente assim que Barney sai da viatura. Cheio de medo, mas com um enorme impulso para se aproximar do objecto, Barney aproxima-se cada vez mais, ignorando os berros que a sua mulher manda de dentro do carro, pedindo para que ele volte. Quando fica a umas dezenas de metros do aparelho, observa que este tem uns paineis transparentes através dos quais consegue distinguir silhuetas em uniforme que o observam. Pegando nos binóculos observa um pequeno ser com olhos pontiagudos, que aparenta ser o chefe, a olhar na sua direcção enquanto que os outros atrás estão ocupados a fazer qualquer coisa. Ao fim de pouco tempo, o medo sentido por Barney torna-se superior á sua curiosidade e este começa a fugir em direcção ao seu automóvel. Assim que lá chega, arranca outra vez para a estrada e o casal começa a ouvir um som electrónico irritante, tipo “bip”, que faz estremecer a viatura. Admirados, passam por uma placa que indica que estão já bastante próximos do seu destino, não tendo eles apercebido que tinham já percorrido uma distância tão grande.

Quando chegam a casa, reparam que os seus relógios pararam e vêm que demoraram muito mais tempo do que o previsto, cerca de 2 horas a mais. Barney também se dá conta que os seus sapatos se encontram invulgarmente gastos. Nos dias seguintes, o casal, a pedido da irmã de Betty, decide notificar a US Air Force, conseguindo uma confirmação de que a luz que tinham avistado tinha aparecido nos radares de uma base aérea alí perto. Betty começa também a ter pesadelos sobre o que lhe aconteceu, nos quais o casal encontra os seres descritos por Barney. Uns meses depois, após terem entrado em contacto com a NICAP (National Investigations Comitee on Aerial Phenomena), os Hills começam a perguntar-se porque terão chegado tão tarde a casa na noite do incidente, fazendo uma viagem aos locais por onde passaram nessa noite, sem chegarem a nenhuma conclusão. Nos tempos seguintes, Barney desenvolve uma úlcera e um esgotamento nervoso devido á sua alta tensão. Também lhe surgem verrugas no ventre em forma de círculo que o deixam preocupado.

Passados dois anos, após o tratamento das doenças de Barney e de vários encontros do casal com grupos de investigação do fenómeno OVNI, em Dezembro de 1963, os Hills encontram-se com o psiquiatra Benjamin Simon, conhecido pelos seus trabalhos em regressão hipnótica.

Depois de o Dr. Simons estar ao corrente da história do casal, este iniciou sessões de terapia por regressão hpnótica com os Hills, primeiro em conjunto e depois separadamente. Nestas sessões, Betty e Barney reconstituiram o seu trajecto naquela noite de 1961, revelando acontecimentos dos quais não se lembravam.

Segundo Betty e Barney, pouco depois de terem começado a ouvir o “bip” irritante dentro da sua viatura, Barney apercebe-se que, inexplicavelmente, já não se encontra na estrada que tavam a percorrer, mas sim numa pekena estrada de terra no meio do mato. Mais á frente, vêm um grupo de homens ao longe a fazer-lhes sinal para parar, no que parece ser um acidente, uma vez que a estrada está iluminada. O carro deixa de trabalhar e os indivíduos aproximam-se da viatura, podendo Barney agora ver que são os seres que tinha visto antes no objecto voador. Barney tenta em vão ligar o automóvel e Betty abre a porta para tentar fugir para o meio da mata, mas os seres conseguem agarrar o casal. Barney começa a perder os sentidos, entrando numa espécie de transe provocado pela imagem dos olhos dos seres, olhos que lhe dizem para não ter medo. Os seres arrastam os Hills até ao seu aparelho, poisado numa clareira alí perto, apesar dos esforços de Betty para se libertar. Um dos seres começa a falar com Betty num inglês com sotaque e dentro da nave, o casal começa a sofrer uma série de exames muito semelhantes a exames médicos convencionais. Quando Barney volta a si, está rodeado pelos seres que lhe tiraram a roupa e que o examinam. Betty por seu lado está a ser observada numa sala ao lado, onde lhe dizem que lhe vão fazer um teste de gravidez. Um dos seres pega numa agulha muito comprida e começa a espetá-la sobre o umbigo causando uma grande dor a Betty. No entanto, outro ser põe a mão sobre os olhos de Betty e a dor desaparece. Os exames acabam e Betty tá sozinha com o ser que aparenta ser o chefe. Betty diz-lhe que ninguém vai acreditar no que aconteceu e o ser responde que ela pode levar algo como prova da sua visita à nave, pegando ela num livro pousado algures.

Depois, Betty pergunta de onde vieram e o chefe mostra-lhe um mapa de estrelas no qual estão assinaladas rotas… O ser pergunta a Betty se ela consegue identificar o sitio onde se encontra e, vendo que ela não consegue, diz-lhe que então não vale a pena dizer de onde vieram. Enquanto o chefe guarda o mapa, um grupo de seres chega muito agitado, após terem descoberto que os dentes de Barney podiam ser retirados (Barney Hill usava uma dentadura devido a um acidente de viação). Betty tenta explicar que é muito comum as pessoas usarem dentaduras postiças, especialmente quando envelhecem… mas os seres parecem não ter nenhuma noção do que é o desgaste físico, do envelhecimento, ou mesmo do que é o tempo!

Barney chega junto de Betty acompanhado de dois dos seres e o chefe indica que, se tal decidirem, voltarão a encontrá-los, e á medida que o casal é acompanhado para a saída da nave, o chefe tira das mãos de Betty o livro que ela tinha apanhado. Betty reclama mas o ser diz que o resto da tripulação não concordou com o facto de ela levar uma prova, queriam que eles, para seu bem, se esquecessem de tudo o que se tinha passado. Depois, levam-nos para o automóvel e voltam para dentro da nave, que volta a levantar vôo e desaparece na noite.

A história dos Hills é muito famosa no meio da investigação dos OVNI’s, uma vez que foi o primeiro caso de abdução que foi comunicado a especialistas. É importante também referir que após o encontro naquela noite entre os Hills e os seres, Betty viu-se envolvida em muitos mais casos de avistamentos de OVNI’s, de menor importância, e mais recentemente escreveu um livro, “A Common Sense Approach to UFOs”, no qual relata que o seu envolvimento com os seres permaneceu ao longo da sua vida… tendo recebido “mensagens” deles ao longo do tempo.

Até há um relato em que ela conta que, numa saída à noite com um grupo de aficcionados do fenómeno OVNI, foram avistadas umas luzes no ceu (para as quais ela tem uma prova fotográfica) que desenharam com rastos de luz o que podia ser claramente identificado como as letras “IUC”, fenómeno que provocou em Betty a reacção de se virar para o céu e gritar “Não! Tá mal! É ICU” (ICU – I see you – Eu vejo-te). Devido ás doenças que atingiram Barney Hill após o seu encontro com os seres, este veio a falecer no final da década de 60.

Para terminar, convém também referir que apesar de o ser chefe, com o qual Betty teve uma conversa, não ter dito ao certo de onde vinha, investigadores chegaram a uma conclusão sobre a presumível origem destes seres. Sobre hipnose, Betty afirmou que o ser lhe mostrou um mapa estelar. Como nesse mapa estavam assinaladas rotas, Betty conseguiu lembrar-se o suficiente para fazer um esboço de como o mapa seria. Um grupo de investigadores analisou o mapa e tentaram encontrar um que fosse idêntico em cartas estelares, sem obterem nenhum resultado positivo. No entanto, uma professora de Ohio, Miss Marjorie Fish, apontou que se os seres extraterrestres fizessem um mapa estelar, de certeza que não o fariam do ponto de vista de quem vive no planeta Terra. Assim, esta professora construiu um modelo tridimensional de estrelas que estivessem a menos de 50 anos luz do nosso sistema solar e que aparentemente tivessem a possibilidade de albergar vida (as estrelas com brilho muito fraco ou muito forte ou dimensões muito grandes ou muito pequenas foram eliminadas). A partir do modelo obtido (com cerca de 12 estrelas), a professora concluiu que se víssemos as estrelas do ponto de vista de uma delas, obteríamos um mapa muito semelhante áquele que Betty desenhou na sala onde foi submetida à regressão hipnótica pelo Dr. Simon.

As estrelas que no mapa parecem corresponder ao ponto de origem dos seres são a Zeta 1 e a Zeta 2 da Constelação Retícula (é observável no Hemisfério Sul) e, segundo os especialistas envolvidos no estudo do mapa dos Hills, as rotas que surgem lá parecem até ser a forma mais lógica para alguém que quisesse viajar entre aquele grupo de estrelas.

Fonte: http://planeta.clix.pt/ovnimania/ (Este site já não esta disponivel)