Aeronáutica deve abrir arquivos para pesquisa

A informação foi dada por um dos integrantes da comissão, Rafael Cury, que está organizando em Curitiba o 33.º Congresso Brasileiro de Ufologia Científica que começou ontem e termina no domingo, reunindo cerca de 500 pessoas. No entanto, apesar da boa vontade da Aeronáutica, a abertura dos arquivos precisa ainda ter a aprovação do Congresso Nacional.

De acordo com Rafael, apesar de a Aeronáutica não concordar abertamente que existe vida extraterrestre, sabe-se que existe um fenômeno e que ele precisa ser estudado. Por isso a concordância na abertura dos arquivos. Segundo Rafael, ele e outros dois membros da comissão já tiveram acesso a parte dos arquivos e puderam ver depoimentos e fotos colhidas pela Aeronáutica durante a Operação Prato, no fim da década de 1970.

Durante quatro meses, militares permaneceram em Belém para recolher o material. Os moradores teriam sido atacados por alienígenas.

Eram atingidos por fachos de luz para a retirada de amostras de sangue. Na pele, ficavam marcas roxas e algumas pessoas chegaram a falecer. “Os arquivos são importantes para a pesquisa. A ufologia ainda gera mais perguntas do que respostas”, afirma.

Rafael explica que já estão na elaboração final do projeto que abre os arquivos para a sociedade e no início do ano que vem deve ser apresentado ao Congresso Nacional, por deputados que estudam ou simpatizam com a causa.

Mas os extraterrestres não são apenas nossos inimigos, Rafael explica que em algumas ocasiões apresentaram um comportamento de indiferença e em outras de ajuda. A médica cirurgiã, formada pela Universidade de Campinas, com mestrado na Universidade de Illinois, em Chicago (EUA), vai falar sobre a medicina extraterrestre e apresentar casos de cura de doenças consideradas incuráveis pela medicina humana.

No encontro, também será apresentado o trabalho do médico norte-americano, Roger Leir, que trabalha com a retirada de fragmentos do corpo de pessoas que foram abduzidas. Os mecanismos teriam sido implantados para monitorar a vida da pessoa. “Alguns são de metais conhecidos e outros de materiais de origem desconhecida”, explica Rafael.
Elizangela Wroniski [13/10/2006]