Análise de imagens revela longa existência de água

Acrescenta que ocorreram durante a “era hesperiana”, entre 3 bilhões e 3 bilhões e 700 milhões de anos, principalmente nas planícies que rodeiam o Valle Marineris, um enorme “canyon” que se estende por quase uma quarta parte do planeta em torno de sua linha equatorial.

Até agora muitos estudos afirmavam que os deslizamentos causados pelas precipitações pluviais terminara um no primeiro bilhão de anos do planeta.

No entanto, após estudar as imagens dos depósitos de sedimentos nas planícies, a equipe científica liderada por Catherine determinou que houve água nas regiões equatoriais durante um tempo muito mais prolongado.
A existência de água em Marte foi confirmada há três anos pelos veículos exploradores da Nasa, “Spirit” e “Opportunity”.

A análise dos tons na cor dos sedimentos começou com as aproximações ao planeta da sonda “Mariner” durante a década de 1970.
Mas, as câmaras da “Mars Reconnaissance Orbiter” são muito mais potentes, proporcionam imagens de primeiro plano e captam com grande resolução objetos de até um metro de diâmetro.
Catherine disse que o estudo das imagens revelou que os tons na cor dos sedimentos nas planícies é muito diferente ao dos de Valles Marineris.
“Há muitas variações no brilho, na cor e na erosão que não vemos dentro de Valles Marineris”, disse.

“Isto sugere que os processos que criaram os depósitos fora de Valles Marineris foram diferentes aos do interior”, acrescentou.
A equipe de cientistas também descobriu que alguns vales do planeta provavelmente foram criados pelo fluxo de água em duas áreas de sedimentos de cor mais clara, perto de Valles Marineris, diz o relatório.

“Estes tons mais claros nas planícies estão vinculados a uma atividade fluvial que não ocorreu em pequenos setores ou durante períodos breves, mas em uma escala muito maior e durante um lapso muito prolongado”, disse Catherine.
EFE