Arthur C Clarke voltou para o seu espaço

Nasceu em Minehead, na parte ocidental da Inglaterra em 16 de Dezembro de 1917, era filho de um agricultor , Arthur Charles Clark tornou-se fã da ficção cientifica depois de ter comprado uns dos primeiros exemplares da revista “Amazing Stories” em Woolworth’s.

Em 1968, ele escreveu o livro «2001, Uma Odisséia no Espaço», e auxiliou Stanley Kubrick na produção do filme com o mesmo nome. Durante toda sua vida, publicou mais de cem livros.

Graduado em física e matemática pelo King’s College de Londres, Clarke actuou como tenente da Real Força Aérea Britânica e trabalhou como instrumentista de rádio antes de se dedicar integralmente à escrita. Ganhou respeito entre cientistas após ter escrito, ainda na década de 1940, o famoso artigo em que propunha o uso de satélites em telecomunicações. Como reconhecimento às suas contribuições científicas, hoje, a órbita geostacionária a 36 mil quilómetros acima do Equador é conhecida como órbita de Clarke.

Na televisão, Clarke trabalhou na cobertura feita pelo canal norte-americano CBS das missões espaciais Apollo 12 e 18. Em 1981 também teve sua própria série televisiva com 13 capítulos: «O Misterioso Mundo de Arthur Clarke», retransmitida em vários países do mundo. Em 1984, também foi protagonista da série «O Mundo de Estranhos Poderes de Arthur Clarke».

O escritor mudou-se para o Sri Lanka em 1956 porque gostava de mergulhar. Para ele, era o mais próximo que conseguia chegar da sensação de ausência de peso experimentada no espaço. “Eu funciono perfeitamente debaixo da água”, disse ele certa vez.

«Algumas vezes me perguntam como eu gostaria de ser lembrado», disse recentemente. «Actuei como escritor, mergulhador e promotor das pesquisas espaciais. Preferiria ser lembrado como escritor». Em 2000, foi investido como cavaleiro, na casa do embaixador britânico no Sri Lanka, mais de dois anos depois que o título lhe havia sido conferido com honras.
A partir de 1950, tornou-se um prolífero escritor de ficção e não ficção científica, chegando a publicar três livros por ano.
Em 1979 publicou o seu livro mais vendável da sua carreira de escritor «3001 A odisseia final».

Clarke foi galardoado com o “Nebula Award of the Science Fiction Writers dos EUA” em 1972,
1974 and 1979; também recebeu o “Hugo Award of the World Science Fiction Convention” em 1974 e 1980, e em 1986 foi eleito o Grande Mestre da “Science Fiction Writers dos E.U.A”.

Os seus livros imaginaram, com anos de antecedência, vários feitos espaciais de nossos dias, o que levou algumas pessoas a qualificá-lo como uma espécie de Júlio Verne moderno. Clarke já fez parte da direcção de várias organizações científicas, nos Estados Unidos e na Inglaterra. Para ele, o maior desafio era investigar a possibilidade de vida fora da Terra.

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