Autoridades também avistam ovnis

Ao grupo de colegas Carla Baptista e João Pedro e que ia connosco sugeri que fossemos junto da GNR de Santa André inquiri-los sobre algum avistamento que tivessem tido conhecimento.

Santo André é uma cidade dormitório a cerca de quinze quilómetros de Sines, foi construída de raiz nos anos 70 para albergar os milhares de trabalhadores do complexo petroquímico de Sines.

Sines tem a particularidade de ser um porto de águas profundas e aliado às vastas áreas disponíveis, foi apontado pelo governo de Salazar e seguintes, como uma zona onde se poderiam dinamizar indústrias pesadas, para rivalizar com Roterdão.

Foi assim uma área em pleno desenvolvimento, tanto mais que o grande objectivo para a sua criação foi a recepção do petróleo que vinha de Cabinda e mais tarde dos grandes petroleiros traziam via Cabo da Boa Esperança, a partir do Oriente Medio, em virtude do fecho do canal do Suez.

Após a paz entre Israel e o Egipto e o abandono de Cabinda, os petroleiros deixaram de ser tão grandes e passaram a ser mais pequenos em virtude da dimensão mais reduzida do canal do Suez e o petróleo de Cabinda já não ser adquirido, Sines tornou-se um autêntico elefante branco para o erário público.

Deslocámo-nos assim ao posto da GNR de Santo André e eis o resultado daquilo que soubemos. Temos a salientar a amabilidade como fomos tratados.

Primeiro falámos com o Sr. Cabo Pedro Canheto que nos contou que em Julho ou Agosto de 2004, não se lembrando já do dia, pelas 21 horas no Bairro do Pinhal viu passar mais de 30 objectos que de três em três minutos apareciam por cima da posição onde estava no atrás Bairro do Pinhal, vindos do mar e em direcção ao Cercal do Alentejo.

Os objectos tinham a forma de um copo, mas cuja extremidade inferior era ovalada e a parte superior era direita. Na parte superior desse objecto, saíam chamas para cima, as chamas tinham a cor amarela e o objecto era de cor de laranja.À distância de um braço estendido o objecto tinha cerca de 2 cm e a altura em relação ao chão terrestre era cerca de 2.000 metros.

O objecto parecia ser cilíndrico e ter cerca de 0.5 cm de grossura à distância dum braço estendido.

A testemunha ficou perplexa, não tendo sofrido, quaisquer danos à posterior.

Temos aqui a sublinhar que esta testemunha, disse-me “eu não tenho nada a perder e só conto a verdade”. Um ponto que leva mais à veracidade destas declarações, foi que as declarações do avistamento estavam a ser feitas perante mais elementos do posto da GNR, expondo-o às possíveis criticam que pudessem vir daí, por isso só a verdade tem a capacidade de fazer falar um homem, tanto mais que estamos perante um agente da autoridade.

Não duvidámos daquilo que viu e devemos sublinhar que foi o rastilho para que mais elementos daquele posto começassem a contar os resultados de avistamentos quando efectuavam trabalhos nocturnos.

Por estranho que pareça, tanto este Sr. Cabo Pedro Canheto, como ao Sr. Sargento, não contaram nada a ninguém, nem aos próprios colegas do posto, foi preciso virem investigadores ovni, para que eles desabrochassem vivências estagnadas no tempo.

Logo de seguir o Sr. Sargento, responsável por aquele posto chamado José Pires, homem dos seus 50 anos, contou-nos que durante a primeira guerra do Golfo, estava ele a fazer uma ronda na barragem de Morgavel no Monte de Santa Comba em Sines, deveria ser no mês de Agosto de 1991 e eram cerca de 03 horas da manhã.

Viu passar lentamente durante cerca de 10 minutos um objecto no céu com cerca de 4 metros de altura e na parte superior eram lançadas chamas.

O corpo do objecto era cilindro com a parte superior direita e a parte inferior redonda ovalada.

As chamas emitidas na parte superior eram amarelas.

Na sua lenta passagem deu para perceber que o corpo do objecto era cor de laranja fluorescente.

O Sr. Sargento José Pires lembra-se que haviam ovelhas no local e que estas espantaram-se quando o objecto passou no céu.

Também referiu que esteve olhando sempre o objecto e atribui a isso que a partir desse dia começou a utilizar óculos.

Devemos lembrar que nesse ano da guerra no Golfo, havia uma psicose social que os pontos de abastecimento de águas poderiam ser envenenados, por isso foi pedido à Policia e à GNR para guardar todos os pontos de água importantes.

Luís Aparício

2005.06.12