Enceladus planeta com gyser

Also english version see below Portuguese text

Como explicar tal comportamento?
Que mecanismos poderemos encontrar noutras partes do sistema solar que possam conduzir a uma explicação elucidativa?
Que anatomia terá este pequeno planeta para tão grande violência?

Que outros planetas têm esse comportamento?
As fotos feitas pela Cassini no dia 14 Julho 2006, mostram saindo pelo pólo sul de Enceladus um jacto tão forte que poderemos dizer que o mesmo atinge o dobro do diâmetro desse planeta.



As análises espectrais feitas pela CASSINI aos elementos desse repuxo, apontam para ser água, com traços de amónia e metano.


Enceladus, no pólo sul encontra-se uma zona mais quente resultante, precisamente é a zona por onde sai a água quente (esquentador). Falta ver fotos do pólo norte.

Atendendo à pequenez de Enceladus e à sua anatomia derivada do mesmo esquema generalista planetário oco observado em outros planetas do nosso sistema solar e atendendo à sua proximidade com o gigante Saturno, começa-se a desenhar uma compreensão, para o seu violento comportamento.

Como é Vénus

Vénus é um exemplo paradigmático que leva ao entendimento dos modelos de outros planetas.
As nuvens entram de uma forma violenta pelo pólo norte e depois saem igualmente de uma forma violenta pelo pólo sul.
O que é que leva a que as nuvens, ou seja, as enormes massas de ar entrarem por um pólo e saírem pelo outro pólo?

Estas duas entradas no pólo norte de Vénus conduzem ao interior,
vastas e continuas massas de ar.

Se tivermos algum processo térmico dentro da bola oca de Vénus que aqueça o ar entrado pelo pólo norte e atendendo também ao movimento rotativo de Vénus sobre si mesmo, essas massas de ar como entram assim têm que sair, devido ao facto de haver um motor que puxa as massas de ar. Esse motor poderá ser térmico e gravitacional. O próprio sol interior poderá repelir as massas de ar.

Sendo assim é um processo perfeitamente lógico. As massas de ar entram por um lado e sai pelo outro. Faz-nos lembrar as caldeiras de vapor, entra a água fria por um lado e sai o vapor violento pelo outro lado.
Se num planeta a fonte de calor interna ou seja o sol central, mais a presença de magma superficial, exalarem altas temperaturas, as massas de ar que entram, saem mais rapidamente e de uma forma alteradas. Entramos assim na simples explicação da caldeira, entra frio e sai quente.

Se o leitor visitar um artigo que escrevemos sobre Vénus, está lá bem elucidativo o comportamento das nuvens em Vénus.

Enceladus será a mesma coisa? Será que podemos meter tudo no mesmo saco?
Se já conseguimos compreender Vénus, Júpiter e Saturno, tudo artigos desenvolvidos aqui no site da APO.
Será que poderemos avançar com a mesma explicação para Enceladus?

O jacto de água quente que sai de Enceladus estará sempre a sair?

Tudo o que é lançado tem que ser depois absorvido. É a lei da atracção. Elementos tão leves como seja o hidrogénio, oxigénio e o carbono, são depois absorvidos ou atraídos pela própria gravidade de Enceladus.

Se os jactos observados em Enceladus, são compostos de água é lógico que a própria gravidade do planeta vai absorvê-los, disto não temos a menor dúvida. A saída da caldeira está nesse pólo.

Estes jactos atingem uma velocidade tão grande que os instrumentos da Cassini contabilizaram como sendo metade da velocidade com que uma bala sai duma espingarda. Se uma bala sai dessa arma a 1Km por segundo, teremos que esse repuxo que sai de Enceladus, sai à velocidade de 500 metros por segundo.


Enceladus apresenta no seu exterior uma capa branca que mais parece gelo com traços azuis. Este planeta é um dos mais reflectores do sistema solar, reflecte 90% da luz solar.

Poderão estas linhas azuis indicar a presença de rios que poderão conduzir até ao pólo norte, através da embocadura polar a água necessária para a grande explosão que sai pelo pólo sul?

Atendendo que depois de ser lançado para o espaço, o repuxo de água pela própria gravidade e pelo movimento de rotação de Enceladus, vai ser atraído e vai cair na forma de neve. Naquela zona do espaço o sol é mais débil e a temperatura à superfície de Enceladus, medida pela Cassini, quando passou a 350 Km da sua superfície, foi de 201 graus negativos centigrados. Decerto muito de nós já fizemos a experiência de virar o repuxo de uma mangueira de rega, para o ar e logo de seguida levamos com a água em cima.
Também a falta de atmosfera é responsável por este estado de quase total reflexão da luz solar. Há pois uma diferença de potencial entre o interior ultra quente e o exterior ultra gélido que vai potenciar aquele geyser.
Perante esta perspectiva, podemos notar que toda a superfície de Enceladus é branca e cheia de gelo, por isso é a superfície mais reflectora do sistema solar.

Podemos assim perguntar:
O que é que haverá em Enceladus que expulse água com traços de metano e amónia pelo pólo sul e com tanta força?
Qual o mecanismo propulsor e qual a sua força?

Outra pergunta é:
Se sai por um pólo, como é obvio, não poderá estar sempre a sair sem que haja um termino, terá de haver algo que realimente constante aquele repuxo?

Pela ordem natural da vida, se sai por um lado tem que reentrar pelo outro. Sai comprovadamente pelo pólo sul de Enceladus e terá que obrigatoriamente entrar pelo pólo norte de Enceladus.

Voltamos ao provado modelo de Vénus, as massas de ar entram dentro da bola oca pelo pólo norte e depois são expulsas pelo pólo sul. Então poderíamos avançar com a ideia que existe lá dentro de Vénus um motor térmico/gravitacional que puxa as massas de ar e as empurra para a saída a direcção ao pólo sul.

Em Enceladus a explicação mais lógica é precisamente essa. Aquela massa líquida de água com traços de amónia e metano, torna-se tão visível e notória quando sai pelo pólo sul, porque foi imensamente aquecida naquela quentíssima caldeira interna. A sua expulsão (saída) dá-se a cerca de 100kg por segundo e não há atmosfera exterior que refreie aquele ímpeto explosivo.

A entrada pelo pólo norte, poderá ser feita a nível dos rios que vêm a azul na foto acima. O clima no interior oco de Enceladus poderá ser uma mega sauna, cuja fonte de calor tem de ser obrigatoriamente o seu sol central, mais o magma superficial originado pela reduzida força centrifuga e da brutal força centrípeta. A reduzida força centrifuga, poderá ser resultante da proximidade de Enceladus com o mega planeta Saturno.

Essa reduzida força centrifuga vai expulsar para a parede interna os núcleos atómicos pesados, causadores daquilo a que nós aqui na Terra chamamos de magma. Se a força centrifuga fosse mais intensa ou igual à da Terra, a actual superfície gelada de Enceladus, não existiria, estaria toda derretida, não haveria gelo, mas não, temos aqui a enorme repulsão de Saturno a auxiliar a força centrípeta.

Aqui na Terra esses núcleos situam-se quase na parede exterior, devido à enorme força centrifuga e de reduzida força centrípeta.
Portanto aqui na Terra o magma que causa os vulcões e os riftes, é o resultado da proximidade de núcleos atómicos pesados. Ao longo dos tempos as duas forças digladiaram-se, a força centrifuga impôs as suas condições e a força centrípeta, menos fraca, sujeitou-se aos ditames dessa irmã mais poderosa.

Da guerra entre estas duas forças, nesse campo de batalha ficam os despojos de guerra, (aquilo que as une) são os núcleos pesados que se mantêm na forma mais quente e por arrastamento fundem os núcleos vizinhos menos pesados como por exemplo a sílica, ferro, etc.

A força centrifuga expulsa os elementos mais pesados para fora de si na direcção da outra força e assim sucessivamente a força centrípeta expulsa os elementos mais pesados para fora de si contra a força oponente.

Então os elementos mais pesados ficam na fronteira entre as duas forças. Onde é que será essa fronteira?

Numa central nuclear, os elementos pesados, por exemplo o urânio 235, torna-se quente porque as varetas são montadas em feixes, ficando portanto muito perto umas das outras, originando imenso calor.

A nível planetário é a mesma coisa, o modelo oco que ganha mais consistência preconiza sempre que haverá o impacto de duas forças a centrifuga e a centrípeta. Onde essas duas forças se encontram residem os núcleos atómicos pesados expulsos para a periferia dessa força. A presença desses núcleos origina enormes quantidades de calor, que por sua vez vão derreter o SEAL (sílica e alumínio) e SIMA (sílica e magnésio), originando bolsas de magma localizadas.

Essas bolsas de magma poderão ser distribuídas ao longo de uma certa faixa desse planeta, se o mesmo planeta tiver a forma totalmente redonda ou poderão localizar-se mais numa certa latitude.

Se houver algum achatamento polar e uma maior dilatação a nível do equador, conforme é aqui na Terra, podemos dizer que o magma não se estende duma forma igual por toda a Terra.

Aqui na Terra, começamos por entender que a força centrifuga tem um poderoso aliado o sol central de Agartha que se encontra a meio da parede interna oca (suspenso). Esta força centrifuga é mais forte do que a força centrípeta que tem como aliado o sol exterior que está muito longe e por isso mais débil.


Se a parede da Terra oca for de 1800 Km de espessura, o campo de batalha entre as duas forças poderá situar-se entre os 20 km e os 100 km a partir da superfície externa.

No caso de Enceladus, há aqui uma reviravolta, não há ali outro sol exterior muito forte, aliado da força centrípeta, mas ali o gigante chamado Saturno.
A força centrifuga de Enceladus está em desvantagem, o seu aliado sol interior, não consegue valer os seus direitos.

Assim a guerra entre as duas forças lança mais (empurra) para a parede interior a fronteira quente, onde estão os núcleos atómicos pesados responsáveis pelo grande desenvolvimento de calor. Podemos talvez transferir a zona de combate entre as duas forças em Enceladus, para somente alguns quilómetros da parede interna.

A força centrípeta em Enceladus, essencialmente ajudada pela proximidade de Saturno será enorme e a força centrifuga repulsiva do sol interior será diminuta.
Origina-se então que aquela zona cheia de núcleos pesados ou seja o campo de batalha entre as duas forças, ficará quase à superfície da parede interna do Enceladus oco.

Baseado nesta forma de entender o fenómeno, então poderemos que se houver vulcões em Enceladus, os mesmos expurgam para a parede interior, enquanto que aqui na Terra os vulcões lançam as suas lavas para a parede exterior. Aqui na Terra a força de combate é próxima da superfície exterior, em Enceladus é próxima da zona interior. O mesmo poderá ser teorizado para outros planetas.

Se chegarmos a esta conclusão, podemos dizer que o interior oco de Enceladus, poderá ser considerado um autêntico inferno.

É assim compreensível que as massas de água entrem pelo pólo norte, são de imediato aquecidas e expulsas pelo pólo sul duma forma perfeitamente explosivas. O desenho abaixo é meramente elucidativo e não se pretende avançar com medidas.

A ajudar a esta festa o sol interior de Enceladus poderá exercer a sua soberania repelindo por acção da sua gravidade toda e qualquer massa de água que aqueça na forma de vapor, pela própria polaridade do sol interior, esse vapor poderá ser direccionado para a embocadura do pólo sul interior.

Segundo a NASA, há no sistema solar mais três planetas que têm as mesmas condições, de mandar para o espaço geysers, embora em reduzida capacidade, é a nossa Terra com certos geysers nossos conhecidos o outro planeta é a Lua de Neptuno Tritão e Io de Júpiter.

Luís Aparício

http://saturn.jpl.nasa.gov/news/press-release-details.cfm?newsID=639

http://www.lanl.gov/news/index.php/fuseaction/home.story/story_id/8060

http://www.solarviews.com/eng/enceladu.htm

English version

Luis Aparicio writes: ” One of the mysteries of our solar system is to be found in one of the sixty moons of Saturn. This satellite, which is only 500 kilometers in diameter, has eruptions through its south pole. They are so violent that we could say that they are more like explosions than eruptions. To tap our frame of reference, they act more like geysers on the Earth.

How do we explain this phenomenon? What powerful mechanisms do we find in other parts of the system that could lead us to an illuminating explanation? What kind of anatomy does this small orb have such that it exhibits such a violent outburst?

What other planets exhibit such behavior? Photos taken by the Cassini probe on July 14, 2006, show such a powerful jet emanating from the south pole of Enceladus that we could say that it extends double the length of that orb.

The spectral analyses done by CASSINI of the elements of that jet indicate that it is composed of water with traces of ammonia and methane.

At the south pole of Enceladus there is a hotter zone which is exactly where the hot water spurts out. What we don’t have are photos from the north pole.

When we notice the small size of Enceladus and its anatomy corresponding to the same general hollow earth scheme observed in other planets of our solar system, along with its proximity to the giant Saturn, we begin to piece together an understanding of its violent behavior.

Other planets such as Venus

Venus is a paradigmatic example which leads us to an understanding of the structure of other planets. The clouds violently enter through the north pole and afterwards, they exit in the same violent fashion through the south pole. What is it that causes these enormous masses of air to enter through one pole and leave through the other?

These two entrances at the north pole of Venus lead vast and continuous masses of air to the interior.

If there were some thermal process within the hollow ball of Venus which heats the air coming in through the north pole, then these masses of air would have to shoot out just as they shot in, due to the fact of there being this motor process which drives those masses. This, then, would explain the rotational movement of the Venusian atmosphere. This motor could be thermal and gravitational. The very inner sun could repel the masses of air.

Thus we would have a perfectly logical process. The masses of air enter through one side and leave through the other. This reminds us of vapor cauldrons, cold water enters through one side, but a violent vapor shoots through the other.

If in a planet the source of internal heat, in other words, the inner sun, along with superficial magnum, are expelled at high temperatures- then the masses of air that enter will exit more rapidly and in an altered form. Thus we have a simplified explanation for the furnace- colder atmosphere enters, and hotter atmosphere is expelled.

If the reader were to visit the article that we wrote on Venus, he/she would see that the behavior of the clouds on Venus is well elucidated.

On Enceladus, could the same cloud behavior be at work? Can we group together these behaviors? If we have already been able to understand Venus, Jupiter and Saturn, all explained in articles which are to be found right here on our APO site, then could we advance the same explanation in the case of Enceladus?

Is the jet of hot water that is expelled from Enceladus a permanent feature?

Everything that is shot out has to be later absorbed. This is according to the law of attraction. Elements as light as hydrogen, oxygen and carbon are later attracted and absorbed by the very gravity of Enceladus.

If the jets observed on Enceladus are composed of water, then it is just logical that the gravity of the planet is going to retract it all and absorb it, of this there is no doubt. The exhaust of the furnace is through this pole.

These jets reach such a great velocity that the instruments on the Cassini probe measured it as being half of that of a bullet on its way out of a rifle. If a bullet leaves a rifle at the speed of one kilometer per second, then the speed of the jets emanating from Enceladus would be 500 meters per second.

Enceladus exhibits a white mantle on its surface which looks like ice with blue traces on it. This orb reflects 90% of the light of the solar system and is thus one of the most reflective in the solar system.

Could these blue lines be rivers that lead to the north pole and, through it, furnish the necessary water for the great explosions?

After being spewed out into space, gravity’s pull on the water, together with the rotational movement of Enceladus, exerts attraction. Thus, the water ends up falling back down as snow. At that distance in space the Sun’s rays are weaker. When the Cassini probe passed 350 kilometers from Enceladus, it measured a temperature of minus 201 degrees on its surface. Surely many of us have had the experience spraying water from a hose then having it fall right back down on us.

With this perspective in mind, we can note that the entire surface of Enceladus is white and covered with snow. For this reason, it is the most reflective surface in the solar system.

Thus, we may ask: What is within Enceladus that causes water mixed with traces of methane and ammonia to shoot out through its south pole with such force? What is its propulsion mechanism and what is its source of energy?

Another question is: If it exits through one pole, which is obvious, that’s fine, but there couldn’t always be only an exit. There would have to be some constant force responsible for the repulsion.

By the natural order of things, if it exits through one side, it would have to reenter through the other. Exit through the south pole of Enceladus has been proven so entrance through the north pole of Enceladus is axiomatic.

Referring again to the proven model of Venus, masses of air enter into the hollow ball through the north pole such that later, they exit through the south pole. Therefore, we can advance the idea that there is within Venus a thermal/gravitational motor that pulls on masses of air and pushes them out through the south pole.

In the case of Enceladus, this is exactly the most logical explanation. That liquid mass of water with traces of ammonia and methane become so visible when they pass through the south pole because they were greatly heated in that very hot, internal cauldron. The exhaust takes place at around 100 kilograms per second. There is no exterior atmosphere to cool the explosive jet.

The entrance through the north pole could take place through the rivers which are depicted in blue in the image above. The climate within Enceladus could be similar to a huge sauna, whose source of heat has to be its central sun, plus the superficial lava, originating in the reduced centrifugal force and the brute, centripetal force. The reduced, centrifugal force could be the result of the proximity of Enceladus with the mega planet Saturn.

This reduced centrifugal force is going to expulse the heavy, atomic nuclei towards the internal walls, which in turn cause what we call magma on the Earth. If the centrifugal force were more intense or equal to the Earth’s, the actual frozen surface of Enceladus would not exist. It would all be melted, there would be no ice. But in this case, we have Saturn’s enormous repulsion to the auxiliary centripetal force.

Here on the Earth, these nuclei are situated almost at the exterior wall, due to the enormous centrifugal force and the reduced centripetal force. Therefore, on the Earth, the magma which causes volcanoes and rifts is the result of the proximity of heavy, atomic nuclei. Over the long run of time the two forces struggle against each other, the centrifugal force imposing itself and the weaker centripetal force being more subject to the dictates of its more powerful, sister force.

The spoils of the war between these two forces are the heavier nuclei that maintain their hotter form and, because of dragging, melt their less heavy neighbors, for example, silica, iron, etc.

The centrifugal force expulses the heavier elements away from it in the direction of the other force and, successively, the centripetal force expulses the heavier elements away from it towards this opposing force.

So the heavier elements remain on the border between two forces. Where would that border be?

In a nuclear reactor, the heavy elements, for example, uranium 235, become heated because the rods are mounted in groupings such that they are very close to each other, which gives rise to great heat.

On the planetary level, the same thing occurs. The hollow model becomes more consistent and tenable when we take into consideration that there are two forces involved, centrifugal and centripetal. The point at which those two forces lie is where the heavy, atomic nuclei, which was expulsed to the periphery of this force, resides. The presence of these nuclei create enormous heat that, in turn, melt SEAL, silica and aluminum, and SIMA, silica and magnesium, creating localized pockets of magnum.

These pockets of magnum will be distributed along certain swaths of this planet if the planet is completely round or if it were able to distribute itself along a certain latitude.

If there is polar flattening or bulging at the equator, as on the Earth, then we could say that the magnum would be distributed as on the Earth.

Here on the Earth we can begin by understanding that the centrifugal force has a powerful ally, which is the internal sun of Agartha, which is suspended in the middle of the hollow cavity. This centrifugal force is stronger than the centripetal force which has as its ally the Sun of the solar system, which is very far away and, therefore, weaker.

If the walls of the hollow earth are 1,800 kilometers thick, the battlefield between the two forces could be between 20 and 100 kilometers below the outer surface.

In the case of Enceladus, there is a kink in this process because of the lack of a strong influence from an external sun, allied with the centripetal force, but there is a giant planet, i.e., Saturn. The centrifugal force of Saturn is at a disadvantage. Its ally in the form of the internal sun is not able to assert itself.

Thus, in the battle between the two forces, there is more force pushing against the inner wall of the heated borderline where the heavy, atomic nuclei responsible for the great generation of heat resides. We could perhaps define the combat zone between the two great forces in Enceladus to only a few kilometers away from the internal wall.

The centripetal force on Enceladus would be enormous because of the help it receives due to its proximity to Saturn, and because the repulsive, centrifugal force of its internal sun would be diminutive.

Thus the origin of the zone full of heavy nuclei, in other words, that battle field between two forces, which sits almost on the surface of the internal wall of hollow Enceladus.

Based on this understanding of the phenomenon, we can understand that if there are volcanoes on Enceladus, they send their lava towards the interior wall although on Earth the lava travels outwards. Here on Earth, the force of the struggle is close to the surface, while in Enceladus, it is close to the interior zone. The same can be theorized for other planets.

If we arrive at this conclusion, we can consider the hollow interior of Enceladus to be a true inferno.

It is then understandable that the masses of water that enter through the north pole are immediately heated and expulsed through the south pole in a perfectly explosive mode. The drawing below is merely illustrative and is not intended to establish measurements.

To help along this party the interior sun on Enceladus would be able to exercise its sovereignty by repelling, through the force of its gravity, all and any masses of water that warm up in the form of vapor. Due to the very polarity of this interior sun, this vapor could be directed towards the southern polar opening.

According to NASA, in the solar system there are three orbs that exhibit these same conditions, of shooting geysers out to space, although to a lesser extent. They are our Earth, the moon of Neptune Triton, and the moon of Jupiter Io.

Luís Aparício

http://saturn.jpl.nasa.gov/news/press-release-details.cfm?newsID=639

http://www.lanl.gov/news/index.php/fuseaction/home.story/story_id/8060

http://www.solarviews.com/eng/enceladu.htm

Translation of Dean Delucia