Impacto Profundo

No dia 4 de julho, cientistas da Nasa praticamente imitaram o filme: orquestraram a colisão de um projétil do tamanho de uma máquina de lavar contra o cometa Tempel 1, viajando a 30.000 km/h, a 120 milhões de quilômetros da Terra. E, como bônus, tiveram o evento filmado e os dados coletados por uma nave-mãe que acompanhava-os a uma distância de 450 quilômetros. O objetivo da missão, chamada Deep Impact (impacto profundo), não era salvar a Terra, mas analisar a composição interior do cometa, ou seja, do que é feito.

De agora em diante, sabemos que podemos nos defender, caso a ficção se torne realidade mais uma vez

Cometas são objetos que circulam nas bordas do Sistema Solar, resquícios de sua origem ocorrida há 4,6 bilhões de anos. Pode-se até dizer que são uma espécie de lixo cósmico, detritos que não foram absorvidos quando Júpiter, Saturno, Urano e Netuno foram formados.
Portanto, o material que compõe cometas é o mesmo que existia quando os planetas nasceram. Ao estudá-los, estamos na verdade olhando para a infância do Sistema Solar e, portanto, da Terra. Isso se torna ainda mais importante devido ao fato de a Terra ter sido bombardeada intensamente por cometas durante seu primeiro bilhão de anos.

Comentário:
Além daquilo que está defendido acima temos que verificar que existe uma outra componente importante até agora não explorada. Este cometa e todos os outros cometas são património da Humanidade, com que direito esses corpos são semi destruídos, será que percebemos alguma coisa da sua composição geológica e das possiveis consequências que um impacto desta natureza possa causar. Aida Galaio