Nave solar destruida

O míssil Volna, desenvolvido pelo centro estatal de mísseis da Agência de Pesquisas Makeev, foi lançado às 16h46 de Brasília, no dia 21 de junho, no Mar de Barents a partir do submarino nuclear Borisoglebsk. “Infelizmente, este é o segundo fracasso da tentativa de enviar ao espaço o veleiro solar”, acrescenta a nota da Roskosmos, que lembra a primeira falha em julho de 2001, quando o aparelho não se separou do míssil de lançamento e foi destruído nas camadas densas da atmosfera. O fracasso foi confirmado pelo porta-voz da Frota do Norte, o capitão Igor Dygalo. Um grupo de trabalho foi criado para examinar as razões do incidente.

Novo tipo de missão espacial

A missão Cosmos-1, também conhecida como vela espacial, tratava-se de uma nave espacial solar que, segundo cientistas, poderia vir a ser uma forma “elegante e barata” de explorar o espaço. A nave foi financiada pela iniciativa privada, mas a Nasa já havia demonstrado interesse nos dados que seriam coletados pela missão. A Sociedade Planetária da Califórnia foi a responsável pelo projeto, que custou US$ 4 milhões (R$ 9,5 milhões).

A nave foi lançada ao espaço de dentro de um submarino nuclear russo, localizado no Mar de Bárents. Como a vela era leve, precisava ser lançada em um foguete tipo Volna – criado durante a Guerra Fria para transportar material nuclear, em um eventual ataque russo contra os Estados Unidos. A intensão, depois de lançada, era que a estrutura que pesava cerca de 100 quilos atingisse uma órbita de 800 km de altura, tirando fotos da Terra durante quatro dias antes de desenrolar as oito velas de alumínio em seu interior, formando um círculo.

Era o começo do passeio espacial. O equipamento deveria orbitar a Terra uma vez a cada 101 minutos durante semanas. A aceleração proporcionada pela energia do Sol era pequena, mas constante. Para os cientistas envolvidos no projeto, uma das vantagens da vela espacial seria a de que ela não requeria qualquer combustível e, à medida em que ganhasse aceleração, poderia navegar mais rápido do que as naves convencionais.