Nave tipo-Adamski em Lisboa em 1975/76

A partir daí, começaram os registos fotográficos, alargando-se tambem a dar palestras (onde nunca aceitou cobrar dinheiro), e publicação de vários livros.
Os seus livros foram bem acolhidos internacionalmente graças aos seus alegados contactos com extraterrestres. que apesar das criticas, obtiveram grande sucesso comercial, muito devido ao emergente interesse por este tema pelos inumeros avistamentos de discos voadores logo após ao lançamento da 1ªbomba atómica durante a 2a guerra mundial.

George Adamski usava um telescópio de 6 polegadas e um outro de 15 polegadas que estava sempre abrigado sob uma cúpula especial. A máquina fotográfica que ele usava para fotografar os discos voadores, estava normalmente adaptada ao ocular do telescópio. Daí as fotos de perto da lua, e outras dos “discos voadores” com clara perspectiva de teleobjectiva.
Aqui temos um dos livros, editados pela bertrand nos anos 50 em Portugal, onde tiveram enorme sucesso.

Falei com Sr.José, uma pessoa culta, sempre interessado em temas da actualidade, que gosta de estar bem informado, e que apesar de céptico neste campo, sempre seguiu com interesse esta temática fascinante, que é a dos ovnis.
O Sr. José conta-me que, como tantos outros jovens, e apesar de céptico neste campo, leu nos anos 50 os livros de Adamski, que nessa época andava nas bocas do mundo.
Por essa altura, em 1957, o seu irmão comprou e lhe mostrou o Diário Ilustrado de 16/11/1957, com o titulo:”objectos luminosos não identificados lançaram-se sobre quatro jactos portugueses”. Tratava-se do caso do capitão Lemos Fereira, posteriormente Chefe do Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa, no celebre “caso dos Dragões da Ota”.
José conta que sua mãe nessa altura lhe terá dito:”isso dos discos voadores, já há muito se vêem cá, ainda nem tu eras nascido!!!”.
Quando sua mãe falou “cá”, referia-se ao Alentejo, terra onde viveu muitos anos, e que já antes de 1936 (data em que nasceu José), era rica em fenomenos deste género, alguns com luzes, etc…, e avistados com muita frequência nessa zona.
Sua mãe conta inclusive, casos em que nas eiras, varias pessoas viam algo a que chamavam de “discos voadores”, levantarem-se do chão verticalmente, e a alta velocidade desaparecerem nos céus. Muitas pessoas viam e relatavam esses fenomenos entre amigos.

Duas décadas mais tarde, em plenos anos 70, em 1975 ou 76(não pode precisar), um amigo de José, conta-lhe que estando na varanda de dia, numa casa em S.Sebastião da Pedreira em Lisboa, garante ter visto a pouca altitude mesmo por cima de seu prédio, um aparelho exactamente igual aos fotografados pelo Adamski, com aquelas 3 bolas por baixo, na base. Afirma que foi inequivoco o que avistou dada a proximidade a que estava. Ele correu para dentro afim de chamar os restantes elementos da familia, e quando chegaram á varanda, já tinha desaparecido. O objecto era metálico e esteve sempre em andamento.
A irmã desse amigo do José já tinha tido um avistamento de 1 objecto voador não identificado discóide em Africa, pouco antes de rebentar a guerra colonial, por volta de 1960. Ainda assim tinha reservas nesta matéria, mas tendo visto as fotografias do Adamski, afirma que era aquilo mesmo que tinha visto, “sem tirar nem pôr”. Fosse o que fosse, tinha exactamente a forma dos tão famosos “aparelhos” fotografados por Adamski. Tanto que ele não lhes chama disco voador nem ovni, mas sim:

“o que eu vi foi 1 aparelho do Adamski, igualzinho, com as 3 bolas na base, igualzinhas! aquilo existe!!!”
O sr. José assegura a idoneidade e seriedade de seu amigo, que lhe confiou o testemunho pela confiança que tinha nele.

Isto vem deixar mais dúvidas á volta de George Adamski. Os investigadores nunca conseguiram provar que as fotos dos “seus” discos voadores são falsas, pois ele nunca lhes cedeu seus negativos para análise. Muitos acham que ele não terá tido contacto fisico com os ocupantes da nave, mas poderá ter tido avistamentos dessas naves, pois esse modelo de nave foi amplamente avistado e fotografado por todo o planeta durante os anos 50 e 60 e ainda em inícios de 70´s, por tantas outras pessoas noutros locais do planeta.

Versões da nave tipo “sino”, (ou de aspirador, como apelidavam alguns incrédulos) em tamanho real foram avistados por todo o mundo, até mesmo após a sua morte( Adamski morreu em 23 de Abril de 1965), e continuaram os avistamentos desses tipos de nave, o que não deixa de ser curioso.(apresentamos aqui uma foto a côres da tipica nave de Adamski tirada em Oregon USA by Fritz Van Nest em 1968).

Das duas uma: George Adamski criou um Mito ou mostrou a realidade?

Agradeço ao Sr. José, o testemunho dado.

Luis Beja