O Caso Varginha

Tal como no caso norte-americano ocorreu a queda de um OVNI e houve encobrimento dos factos por parte dos militares, só que em Varginha várias testemunhas viram criaturas que “não eram deste mundo” e tem que se realçar o facto de o caso brasileiro ter tido um acompanhamento importante por parte da imprensa e dos investigadores brasileiros onde se destaca o papel crucial desempenhado pelo investigador Ubirajara F. Rodrigues.

Tudo começou no retrocitado dia de 1996 pela madrugada em que um casal de camponeses Eurico de Freitas e Oralina de Freitas aperceberam-se que o seu gado estava agitado e avistaram um objecto de côr cinzenta e em forma de submarino que parecia perder altitude pois apresentava uma esteira de fumo.

Com o passar das horas começaram a ocorrer coisas estranhas, várias pessoas que passavam pelo Jardim Andere tomaram contacto com uma estranha criatura de abdómen avantajado que parecia “chorar alto e fino”, por volta das 10h 30m desse sábado efectuou-se a primeira captura de uma criatura por parte do exército, a criatura em causa apresentava uma pele viscosa, tinha olhos vermelhos enormes, uma cabeça muito grande, braços finos e longos e pernas finas e curtas, o ser não teve qualquer reacção de fuga e apenas emitiu um zumbido que parecia ser de abelhas.

O destino dessa criatura é incerto, algumas pessoas dizem que terá sido levada para a Escola de Sargentos das Armas (ESA) e mantida em cativeiro, outras acreditam que tenha sido levada para o Hospital Humanitas.

Por volta das 15h 30m, três adolescentes, Liliana, Valkiria e Kátia passeavam perto do Jardim Andere e encontraram uma criatura semelhante à anteriormente descrita e desataram a correr exclamando que “tinham visto o diabo”, por volta das 18h foi constituída uma missão especial para vigiar qualquer movimento suspeito nas imediações do Jardim Andere, para essa missão seria destacado o soldado Marco Eli Chereze, um jovem de 23 anos dotado de um vigor físico notável, após uma ronda ás imediações do Jardim Andere Marco Chereze e o seu companheiro avistaram uma espécie de “ser humano, deformado e muito repugnante”, a criatura parecia estar ferida ou a sentir-se mal, pois movia-se lentamente, após um breve encontro com a criatura esta esboçou uma tentativa de fuga, em seguida Chereze agarrou a criatura pelo braço direito e o ser ficou completamente dominado sendo transportado no banco traseiro do automóvel sem se movimentar.

A criatura seria transferida para o Hospital Regional do Sul de Minas Gerais por volta das 21h vindo a morrer logo em seguida, de acordo com uma funcionária do hospital o seu director, Adilson Usier, comentaria com o pessoal hospitalar: “Aqui em Varginha tem um pessoal que gosta de mexer com coisas bacanas, assim… sobrenaturais, estranhas… É provável que esse pessoal procure vocês, principalmente aquele advogado, o Ubirajara. Para essas pessoas, vocês devem negar tudo. Neguem mesmo”.

Por volta das 01h 30m já do dia 21 de Janeiro a criatura seria transferida para o Hospital Humanitas, e seria novamente transferida (desta vez pelos militares), para a ESA, de acordo com os depoimentos a carga “tinha um cheiro insuportável”, após um conjunto de mudanças consideráveis, o ser seria finalmente encaminhado para o UNICAMP e entregue ao famoso médico legista Dr. Fortunato Badan Palhares que faria vários testes à criatura com alimentos diferentes e mais uma vez foi realçado o cheiro insuportável do ser.

No dia 1 de Março de 1996, os governos dos Estados Unidos da América e do Brasil assinaram um acordo de cooperação para uso pacífico do espaço exterior, esse acordo implicou a vinda do Administrador da NASA, Daniel Goldin, bem como do secretário de estado, Warren Cristopher, ao Brasil, coincidência ou não isto ocorreu quando o Brasil e particularmente o estado de Minas Gerais se encontravam perante uma vaga considerável de avistamentos OVNI…

Com o passar do tempo outros factos curiosos ocorreriam, um destes factos prendia-se com o soldado Marco Chereze que apresentava um estranho furúnculo na axila direita e disso deu conta à sede do 24º Batalhão da Polícia Militar, após uma pequena cirurgia Chereze começou a sentir muitas dores e a 11 de Fevereiro de 1996 seria internado no Hospital Municipal Bom Pastor, com o passar do tempo o seu estado clínico agravou-se e viria a entrar em coma, por volta das 11h 30m do dia 15 de Fevereiro de 1996 viria a falecer tendo sido apontada como causa de morte “uma infecção generalizada, septicemia agravada por pneumonia bacteriana, que culminou por insuficiência respiratória aguda”.

Na noite do dia 21 de Abril de 1996 decorria uma festa de aniversário de um secretário municipal de Varginha, a festa era no Restaurante Paiquerê, situado perto do Jardim Zoológico de Varginha, nesta comemoração estava presente a senhora Terezinha Clepf de 65 anos acompanhada do seu marido, ex-vereador da cidade, por volta das 21h desse dia Terezinha Clepf resolveu saír para a varanda para fumar e ao olhar para o seu lado esquerdo, a quatro metros de distância, ela viu uma estranha criatura, o referido ser era muito parecida à entidade avistada pelas adolescentes 2 meses antes, tinha uma côr castanha escura, apresentava uma pele oleosa, de acordo com a senhora Clepf os seus enormes olhos vermelhos emitiam luminescência “como se fossem faróis traseiros de um automóvel”, a criatura permanecia imóvel sem fazer um único movimento e sem emitir nenhum ruído.

Após estes factos e a partir do início de Abril de 1996, alguns animais foram encontrados mortos no Jardim Zoológico de Varginha. No espaço de poucos dias, morreram uma anta, dois veados, uma onça jaguatirica e uma arara. O veterinário Marcos Araújo Carvalho Mina não encontrou uma causa nas necropsias. As vísceras foram enviadas para Belo Horizonte e os achados da necropsia não indicaram a causa mortis.

Ainda em Abril, a senhora Luiza Silva mãe de Valquiria e Liliane duas das raparigas que tinham avistado a criatura a 20 de Janeiro recebeu uma visita inesperada, por volta das 22h. do dia 28 de Abril de 1996 quatro homens ofereceram-lhe dinheiro para que as suas filhas negassem tudo o que tinham visto num depoimento a ser gravado numa televisão de âmbito nacional, Luiza Silva prometeu-lhes que ia pensar na sua proposta, os referidos homens nunca se identificaram e Luiza Silva procurou pela manhã seguinte investigadores de OVNIS para lhes contar a história, que se tornou destaque na imprensa brasileira.

No dia 4 de Maio de 1996 às 17h. decorreu uma reunião histórica na casa de Ubirajara F. Rodrigues em Varginha, com 48 pessoas presentes, entre investigadores de OVNIS e jornalistas, nessa reunião Luiza Silva e as suas filhas Liliane e Valquíria informaram a Imprensa da tentativa de suborno que sofreram e os investigadores de OVNIS revelaram à imprensa presente as informações mais recentes, bem como os nomes dos militares que comandaram as operações em Varginha.

Como consequência dessa reunião realizar-se-ia no dia 8 de Maio de 1996 ás 11h. uma conferência de imprensa promovida pelo comandante da ESA, o general de brigada Sérgio Pedro Coelho Lima, o referido general leu uma nota de esclarecimento na qual negou o envolvimento de qualquer elemento da ESA nos factos relativos a Varginha.

No fim da conferência de imprensa um repórter interrogou o general sobre o paradeiro dos outros militares citados, prontamente Sérgio Lima retorquiu que estavam “a trabalhar em prol do exército e da nação”, e saíria de uma forma pouco elegante da sala em que se encontrava deixando no ar a ideia de que algo estava ainda por esclarecer.

Finalmente no dia 11 de Maio de 1996 o credenciado professor de psiquiatria da Harvard Medical School, John Mack viajou até ao Brasil e dirigiu-se a Varginha acompanhado pela psicóloga brasileira Gilda Moura.

Depois de muitas horas de perguntas a Liliane, Valquíria e a Luiza Silva, Mack ficou convencido da legitimidade das suas alegações, “Renunciaria às minhas credenciais universitárias caso as raparigas estivessem a inventar esta história”, John Mack interrogaria Terezinha Clepf e concluiu, tal como tinha acontecido com as raparigas, que estava a falar verdade e que realmente foi avistada uma criatura estranha.

Segundo alguns testemunhos que não se identificaram o destino das supostas entidades biológicas extraterrestres terá sido os Estados Unidos da América através do transporte em aviões de carga especialmente bem preparados para essa tarefa.

Esta situação não é de surpreender uma vez que existe um acordo entre o Brasil e os Estados Unidos desde os anos 60 no sentido de serem extraditados para a América materiais e ou entidades extraterrestres que sejam capturadas em solo brasileiro.

O que concluir então de Varginha ?

Seguramente que mais uma vez o encobertamento dos militares e dos governos funcionou ao nível do fenómeno OVNI mas também que a qualidade e quantidade de testemunhos, as respectivas descrições e implicações dos contactos (vulgo morte do soldado Marco Chereze e dos animais do Zoo de Varginha), faz-nos concluir que estamos perante o mais importante caso OVNI da nossa era.

Pedro Salgado