Ovni de Abrantes, rastreado por aparelho Português

Depois do detector de OVNIS executado com um computador e alguns acessórios e que é de grande utilidade ao pesquisador, conclui que necessitava de algo mais pequeno, fácil de transportar e que também servisse de alarme para qualquer actividade electromagnética possivelmente originada pelos Ovnis.

Tenho uma pequena propriedade isolada perto da Serra da Estrela onde passo os fins de semana e tinha todo o interesse em colocar um sistema destes numa zona isenta de “lixo” electromagnético. Pensei no computador, mas a dimensão não era apropriada para o local e muito menos para as condições actuais (ficamos num pequeno bungalo de madeira enquanto a casa não é reconstruída). Então resolvi por mãos á obra e executei um pequeno aparelho que funciona com uma pilha de 9V e que pode ser recarregado sempre que necessário.

No fim de semana dia 2 para 3 de Outubro lá fomos para a quinta, eu, minha esposa, os gémeos (menino e menina com 1 ano) e a minha filhota de 11 anos. Chegou a noite, os gémeos adormeceram com muito custo como de costume, liguei o aparelho dentro do aposento e perto das 23h decidimos ir também dormir.

Eram 0h de domingo, mais ou menos, quando a sirene soa e eu dou um salto não fossem os miúdos acordarem. Como o alarme está projectado para soar durante 8s, nenhum deles acordou. Pensei logo que o aparelho necessitava de ajustes, pois não era ao fim de uma hora que detectava logo um OVNI. Deitei-me novamente e … 1, 2, 3 vezes durante períodos mais ou menos de 30 minutos, lá acordava eu e já a rogar pragas á minha invenção que tinha ficado com um alarme muito estridente e a funcionar sem causas aparentes. Pensava eu …

Às 3 horas da madrugada e com o último toque, perdi a paciência e como também queria verificar o tempo que demorava a pilha a descarregar, levantei-me e fui em pijama colocar o aparelho lá fora sem o desligar. Pelo menos sabia que embora voltasse a soar, o som já seria menos incomodativo da parte de fora. Como nas secções anteriores tinha apenas olhado pelas janelas, não dei importância ao pormenores do céu estrelado pois eu queria era ver uma luz em movimento que fosse a responsável pelos alaridos. Meio sonolento e preocupado com os bébés, faço uma última pesquisa ao céu estrelado antes de regressar ao interior. Vejo a Lua quase cheia, quase na vertical (75º/sul) e por baixo duas estrelas bem luminosas formando tipo um triangulo em que o vértice mais alto seria o da Lua. Associei logo a estrela mais brilhante a Vénus, pois já fui enganado antes pelo seu grande brilho e a outra a uma qualquer estrela normal.

Depois disto adormeci e nunca mais fui acordado pelo barulho do alarme. Pela manhã verifiquei o estado da carga do aparelho e tinha esgotado a pilha. Conclui que a carga não dá para uma noite de vigília e não pensei mais no assunto.

Passados alguns dias calhou falar deste detector a um amigo, contei-lhe que ainda necessitava de uns ajustes pois não parou de tocar durante aquela noite na quinta. Embora aqui nos arredores de Aveiro e nesta residência ele esteja ligado e só casualmente é accionado (1 a 2 vezes por cada 24 horas e muito raramente à noite) e sempre com uma razão aparente, pois as radiações magnéticas de uma casa moderna são de sobra e constantes. Quando ele me diz que algo passou nas noticias da SIC sobre umas luzes estranhas que alguém tinha filmado durante uma noite à uns dias atrás. Fico alarmado e não descanso enquanto não descubro mais. Por fim lá está, no mesmo dia, à mesma hora, não muito longe do mesmo local uma estrela que afinal não era uma estrela.

A partir daqui sinto uma grande frustração por ter perdido a oportunidade de filmar, fotografar e até gravar o tipo de onda magnética que acompanhou todo este fenómeno. Para este caso, o meu primeiro detector feito com o computador não tinha falhado e caso tivesse á mão o mesmo computador onde já tenho carregado um software muito útil de localização estrelar (Distant Suns), saberia imediatamente que aquela estrela com um brilho igual ao de Vénus, naquele ponto e aquela hora nunca o seria, pois Vénus ainda estava a nascer no horizonte e a Este.

No fim de semana passado tentei novamente, desta vez com um computador portátil e o detector a pilhas, mas as trovoadas distantes faziam uma interferência constante e em perfeita sincronia os dois sistemas funcionavam na perfeição. Mas lá está, sei que eram trovoadas porque além de ver os reflexos de alguns relâmpagos, também fiquei com o registo magnético que depois de verificado dava perfeitamente para reconhecer a origem.

Silverio