Ovnis no PIAUI

Na ovnilogia, principalmente na pesquisa de campo, que é a parte mais árdua dessa desafiadora tarefa. Muitos se sentem frustrados quando vai ao campo fazer vigílias e não conseguem ver mais do que incontáveis estrelas no espaço sideral. Outros confundem fenômenos naturais e artificiais (ex: aviões, sucatas espaciais etc.), e até de uma forma inconsciente se satisfazem achando que tiveram um encontro com civilizações extraterrestres. Outros levam multidões e encenam shows pirotécnicos para demonstrarem aos seus seguidores que são o elo de contato com mundos mais evoluídos.

As pseudo-experiências ovnilogicas de campo não cabe aqui entrar em mais detalhe. Acreditamos no bom senso, pois a verdadeira vigília começa dentro de cada um. Questionem sempre em cada investida ou aventura quais os resultados alcançados, com ou sem avistamentos. Refletindo sempre se aprendeu alguma coisa, e veja ao longo das suas viagens quais os frutos colhidos.

Nas vigílias que a UPUPI tem realizado em regiões interioranas do Piauí, o cenário de campo proporciona uma metamorfose coletiva, onde vivenciamos experiências difíceis de serem alcançadas na selva de pedra (capital). Sempre há uma renovação de pensamentos. Situações das mais inusitadas são postas em nosso caminho como se demonstrasse ser uma verdadeira prova ou maratona.

Os obstáculos naturais parecem indicar que devem ser ultrapassados para Manifestarem-se os outros que fogem a nossa realidade. Às vezes questionamos se realmente certos acontecimentos são casuais, meras coincidências, ou se fazem parte de algo muito maior. Há um ditado que diz que quanto maior a conquista melhor é o mérito. Talvez faça parte de uma lei universal que exija de nós mesmo muito tempo e perseverança num ideal qualquer.

O grupo em algumas reuniões passada havia tomado a decisão de fazer uma pesquisa de campo no município de Curralinhos-PI (89 Km), este que fica ao sul da capital piauiense (Teresina). Depois de alguns adiamentos devido as mais diversas situações surgidas, resolvemos nos deslocar para aquela região na tarde de sábado, 21 de outubro de 2006.

De praxe faríamos uma vigília na noite deste mesmo dia e na manhã de domingo (22) as entrevistas. Como de costume sempre verificamos as fases lunares e condições de tempo para melhor aproveitamento. Dos dois carros previstos para esta incursão, apenas um fez o percurso, reduzindo de sete para cinco participantes.Fizemos apertadamente o trajeto, a causa maior foi o número de mochilas, sacolas e acessórios de pesquisas que deveriam ser distribuídas nos dois veículos e não foram.

Mais isso era coisa pequena em relação ao que à noite nos reservava. Chegamos a este município no final da tarde e logo tentamos realizar alguns contatos importantes. A região é semelhante a outras visitadas. Carente ainda de infra-estruturas parece ter uma boa administração em relação ao passado. Isso nos foi passado pelos moradores.

Grande parte da população vive da agricultura. Isso foi comprovado pelas muitas queimadas verificadas na estrada, causando infelizmente um grande impacto ambiental. O piauiense por natureza é um povo acolhedor e hospitaleiro e lá não seria diferente.

O nosso contato maior não estava na cidade e isso frustrou-nos. Pesquisas de campo seguidas de vigília em terras estranhas necessitam de cautela, segurança e de um bom guia. Após algumas conversas e de uma avaliação preliminar de quem seriam entrevistados na manhã seguinte, conseguimos estabelecer um lugar propício de manifestações ovnilogicas.

Isso só foi possível porque encontramos dois voluntários que nos levariam ao local determinado. Outros se dispuseram em outra oportunidade, pelo fato de se realizar naquele sábado uma grande festa no município e já havia compromissos familiares com esse evento. A noite chegou e nos deslocamos para um ponto distante três quilômetros da cidade. Houve um problema na iluminação do carro o que nos obrigou seguir com muita dificuldade a moto dos nossos guias até a residência do senhor Jerônimo Vieira. Guardamos o veículo, pegamos as mochilas e equipamentos de registros e pesquisas, e seguimos ainda por dois quilômetros mata adentro até ao ponto determinado. Após uns 40 minutos de caminhada chegamos no alto de um morro com boa visibilidade. Nossos guias nos deixaram e ficou combinado na manhã seguinte o seu retorno.

Acondicionamos o que levávamos entre duas arvores, e após um lanche reforçado nos preparamos para observar aquele espaço. Estávamos no lugar das manifestações ovnilogicas, cobrindo uma faixa de horário propício de acontecimentos. Muitos caçadores já haviam tido experiências com os ovnis naquela região.

O céu estrelado indicava um encontro com o desconhecido. No cantar de aves noturnas aqui e ali, algumas conversas em grupo surgiam como quebra de silêncio ou de uma recordação. Poucas horas depois ouvíamos de longe a festa tão aguardada na cidade.

Também víamos pequenas manifestações de relâmpagos que parecia indicar rumo oposto ao da vigília. Pouco tempo depois nuvens foram surgindo ao horizonte e estrategicamente foi-nos cercando em todos os pontos cardeais. Os nossos olhos não acreditavam no que estávamos vivenciando. Foi nos dito que caso necessitássemos de abrigo, havia um rancho bem próximo dali.

Por estarmos no alto de um morro, embaixo de duas árvores e numa área limpa (preparo para roça), decidimos tentar retornar ao QG de apoio, porque a tempestade era intensa e os raios numerosos. Arrumamos nossa bagagem, e seguindo o facho de nossas lanternas partimos rumo a casa do Sr. Jerônimo.

A chuva chegou com grande intensidade dificultando nossa caminhada mata adentro. Nossa preocupação era seguir corretamente o percurso já feito anteriormente, só que agora sem guias e com muita água sobre o corpo. Havia pequenos caminhos que nos confundiam, formando um verdadeiro labirinto noturno. Momentos difíceis chegaram quando nos deparamos com um cenário desconhecido…Estávamos perdidos!

Tivemos que retornar a um ponto conhecido e de lá vislumbrar outro rumo. O chão encharcado nos desestabilizava, promovendo algumas escorregadas. Finalmente conseguimos chegar em porto seguro depois de longa caminhada, e tentamos nos acomodar para as entrevistas na manhã seguinte (domingo). Difícil mesmo foi conciliar o sono, foi necessário retirar um pouco da lama, de substituir nossas roupas por outras.

Tudo isso na luminosidade de nossas lanternas, porque o blecaute havia chegado com a chuva e por lá permaneceu até depois de nossa saída do município (mais de 12 horas sem energia elétrica na cidade). Até a grande festa na cidade terminou mais cedo e com muito sacrifício conseguimos fazer as entrevistas (as baterias foram usadas à noite).

O incrível foi em saber que havia muitos meses que não chovia na região. Era como se o véu das nuvens que ali chegaram tentasse encobrir o maior segredo de todos os tempos (ufos) ou se ainda era necessário enfrentar este grande obstáculo. A noite ainda reservou para alguns pesquisadores a observação de sons estranhos vindo de fora da casa e também barulhos nos ferrolhos das portas.

Desvendando a casuística de Curralinhos-PI Em todas as viagens temos um inimigo comum, o tempo. Este na realidade tem sido um dos maiores obstáculos ainda intransponível. Uma boa pesquisa de campo envolve muitos dias de investigações, e isso demanda custos. Fazemos dentro dos nossos limites o que é possível. Procurando levar ao leitor e outros interessados pelo assunto, a uma noção do que acontece nestas regiões interioranas do nosso Estado.

Nunca estivemos tão perto de ocorrências ovnilogicas como esta última. Foi-nos informado por populares que o fenômeno havia se manifestado três dias anteriores a nossa chegada. Isso comprovava que eles ainda faziam incursões noturnas naquela região.

Havíamos traçado um circulo imaginário que abrangia outros municípios, e este desenho apontava geograficamente a cidade de Curralinhos como o epicentro das manifestações supostamente alienígenas.

Alguns contatados importantes ficaram de serem entrevistados posteriormente, mas conseguimos localizar testemunhas que contribuíram com suas experiências de contato com os ovnis (ufos). Aos pouco, parte da casuística daquele município era nos revelada, mais sabíamos e ainda acreditamos num longo trabalho de campo que envolva muitas localidades circunvizinhas.

Um dos primeiros entrevistados foi o Senhor Marcos Gomes da Silva, 39 anos, morador do município. Este vivenciou uma experiência inusitada com o suposto ovni. O fato se deu entre o ano de 1999 e 2000. Resolveu caçar numa certa noite daquela época, e o local seria nas terras da fazenda patos, que na época pertencia ao senhor João Batista, que fica a oito quilômetros aproximadamente daquela cidade.

Havia intensos relatos de muitas pessoas que foram perseguidas na ocasião, coincidindo com uma onda ufológica que envolveu outros municípios (ver os artigos sobre Miguel Leão, Nazária, Estaca Zero). Ele já tinha sido alertado pelo seu irmão Francisco (viu o ovni várias vezes), mais ignorava o assunto, e até justificava o fato como invenção do povo.

Saiu as 14:00 horas e foi levado de moto pelo amigo Cristino Oliveira. No combinado, este o deixou na fazenda e retornaria no dia seguinte para pegá-lo. Como é costume de todo caçador, Marcos identificou o melhor local, armou sua rede e pôs a observa a aproximação de algum animal. Já pelas duas da manhã observou a sua frente, no sentido do nascente e ainda distante (uns 4 Km), um objecto luminoso sobre as árvores, do tamanho de uma bola de futebol. O mesmo brilhou por um instante o logo se apagou. O primeiro pensamento que teve foi do alerta que seu irmão sempre fazia e ele menosprezava. Mas confortou-se em imaginar que o aparelho jamais o acharia naquela escuridão.

Enganou-se depois de cinco a oito minutos à frente, quando a uns dez metros de onde estava o objecto brilhou intensamente e já com tamanho bem superior. Percebeu então que ele o havia achado, mais que ainda tinha errado o lugar ao projetar a luz . Tratou de descer da espera com muita agilidade, temendo que o foco do ovni projeta-se sobre ele, porque já tinha ouvido comentários que a mesma queimava e paralisava a vítima.

Somente com a espingarda atravessada pelas costas não conseguiu descer normalmente, e teve que pular quando o foco do aparelho virou para o sentido que estava. Ao cair tratou de correr mata adentro. A partir daquele momento iniciou-se uma intensa perseguição de aproximadamente uns seis quilômetros até a sede da fazenda.

Havia momentos no percurso que objecto perdia o rumo de Marcos, mas conseguia abordá-lo em caminhos seguintes. Estava convencido que tinha (m) a intenção de encontrá-lo a qualquer custo, e isto o deixava apreensivo.

Em todo o percurso pôde observar o ovni como ninguém, já que muitos tratavam de se esconder do temido aparelho . Descreveu como sendo do tamanho aproximado de um fusca, de forma arredondada e com uma tela na parte frontal. A luz era muito intensa, o que deixava a forma metálica esbranquiçada. Não emitia nenhum som, e quando parava, oscilava levemente.

Tinha dificuldade em fitá-lo por muito tempo, já que doía a vista, e suspeitava que o mesmo possuía um radar para localizá-lo sobre vegetação. Parte do contato pôde ser testemunhada pelo vaqueiro Armando e esposa e o seu vizinho, quando estes foram acordados por Marcos ao chegar na casa da fazenda patos. Lembra ainda que o objecto ficou por meia hora aproximadamente sobre a copa das árvores distante uns trinta metros, como se a esperar que o mesmo continuasse o percurso pela mata.

Após este episódio, ficou por mais de um ano sem ir caçar, evitando e temendo um novo encontro com o desconhecido. Depois deste longo tempo, retornou a esta velha prática interiorana, não tendo mais nenhum contato com o suposto ovni. Segundo ele existe um projeto agrícola próxima a esta fazenda onde seus moradores já presenciaram incontáveis vezes este objecto luminoso, fato que será checado posteriormente.

Outros contatos interessantes aconteceram com José Alves Ferreira, conhecido também como Zé Donato, 29 anos, morador daquele município. O primeiro deu-se em Agosto de 2004, quando estava numa espera (caçada noturna). Encontrava-se sobre uma árvore lá pelas 20 horas aproximadamente, quando de repente um objecto iluminou-se ainda distante e apagou alguns minutos depois. Fato que fez Zé Donato descer da árvore e abrigar-se num rancho próximo. De lá observou que o mesmo aparelho tornou a acender novamente sobre o local que se encontrava anteriormente e ficou como se estivesse procurando-o. Ainda continuou iluminado por uns vinte minutos aproximadamente.

Em outubro de 2005, quando saiu para realizar outra caçada noturna, conta ele que ia pedalando sua bicicleta na zona periférica de Curralinhos, ainda cedo da noite, quando um objecto iluminou-se sobre o mesmo. Ao deparar-se com essa situação, jogou o seu transporte lateralmente e adentrou no mato. Permaneceu por lá por meia hora, até ficar seguro de que não seria surpreendido pelo ovni. Em ambos caso pôde observar a forma do objecto. Este se assemelhava geometricamente a uma geladeira, não emitia som, a luz era intensa e nem produziu nenhum deslocamento de ar.

Um fato recente (três dias atrás) aconteceu com Francisco da Cruz de Sousa, 19 anos. Este episódio foi narrado pelo seu Pai Antônio, já que não foi possível entrevistá-lo. Conta ele que seu filho também saiu para uma caçada (isso acontece muito em regiões interioranas como complemento na alimentação), e ainda cedo da noite, entre 21 e 22 horas, um objecto acendeu bem próximo de onde se encontrava. A luminosidade permaneceu por um tempo e depois desapareceu. Depois desta situação, Francisco evitou acender sua lanterna durante aquela noite, temendo ser localizado pelo estranho objecto.

Contou-nos ainda seu Pai que um conhecido seu por nome de António do Geraldim passou anos atrás uma noite escondido numa moita nas margens de um riacho. O fato aconteceu quando a vítima encontrava-se pescando e foi surpreendido pela luz.

A mesma depois de procurá-lo por um tempo apagava-se. Este imaginando que o objecto havia desaparecido, saia do mato e era novamente interceptado pelo ovni.

Um acontecimento interessante ocorreu também com o senhor João Felix, hoje falecido. Este tempo atrás foi encontrado desmaiado no mato, e conta os populares que tinha sido o aparelho o causador.

Também foi testemunha de um contato ufológico o senhor João (figura muito conhecida na cidade), 48 anos e morador de Curralinhos. Segundo seu depoimento, o fato aconteceu há doze anos atrás (1994), na localidade casa forte distante quatro quilometro do município.

Encontrava-se numa espera e lá pela 23:30 horas aproximadamente, um objecto luminoso surgiu sobre a copa das árvores próximo dali. Observou ele que o respectivo objecto tinha uma dupla luminosidade. Por fora brilhava como uma fluorescente, e ao centro uma luz amarelada. Silenciosamente se deslocava, às vezes parando por um tempo. De alguma forma não sofreu nenhuma interceptação pelo ovni, e isso contribuiu para observá-lo até sumir no horizonte.

Experiência interessante aconteceu com Francismar,27 anos, também morador daquele município. Em 2004 vinha o mesmo em seu veículo de Teresina juntamente com sua irmã e prima. Era ainda cedo da noite, quando ainda faltando vinte quilômetros aproximadamente para chegar em Curralinhos, observou um brilho esverdeado sobre um campo de futebol que fica as margens daquela estrada vicinal.

A estranha luminosidade foi rápida (uns dois segundos), mas tão intensa que foi possível enxergar tudo a sua frente. Não emitiu som nenhum e nem mudou de cor. Conta ele que ficou sabendo no dia seguinte, que a mesma luz incomodou os moradores da localidade fazenda nova durante quase toda noite.

Frankislan, 22 anos, também vivenciou um fato estranho em julho de 2004. Conta ele que estava sentado na porta de sua residência juntamente com seus familiares quando a sua frente e distante visualizou quatro objectos esféricos de luminosidade azulada subindo lentamente no horizonte.

Afirmou-nos que os mesmos mantinham distâncias iguais entre se. Estavam enfileirados e mantiveram-se assim até sumir do seu campo visual. Ficamos sabendo ainda de muitas outras testemunhas, mas que devido ao tempo escasso ficarão de serem entrevistadas a posteriores. Como o do senhor António vaqueiro, que inúmeras vezes teve que voar em seu cavalo quando vinha das matas periféricas daquele município para não capturado por aquela luz misteriosa.

Fatos mais recente como do morador mano como é mais conhecido, e de tantos outros que compõem aquele cenário tão comum a nós pesquisadores. Acreditamos que da mesma forma com que estes objectos ou aparelhos interceptam os moradores daquela região de forma inesperada, a qualquer hora e lugar poderemos registrar em nossas lentes fatos tão reais e corriqueiros ao povo simples e hospitaleiro desse imenso Estado.

Equipe envolvida: Flávio Tobler, Igor Patrik, Israel, Leonardo e Samuel. Redação: Flávio Tobler Entrevistas: Igor Patrick e Flávio Tobler Apóio Técnico: Israel, Samuel e Leonardo. Agradecimentos: Jerônimo Vieira e Luiza Siqueira José Alves e Neném

Origem: UPUPI

Novembro de 2006

Enviado por Trindade