Para identificar os SATELITES

Quatro dicas para diferenciar UFOs e satélites

Conhecer o céu é o primeiro passo para as pessoas realmente interessadas em ufologia

Como sempre costumo dizer por aqui, o interesse em ufologia resvala o tempo todo nas mais diversas áreas do conhecimento humano. A seriedade na proposta de se identificar objetos anômalos no céu começa necessariamente no interesse pelo comportamento dos astros, no conhecimento dos diversos objetos artificiais que existem em órbita, e segue até as sutilezas de comportamento dos muitos tipos de veículos aéreos já fabricados pelo ser humano.

Dentre estes, os satélites são manifestações luminosas celestes bastante interessantes de se observar e importantes de reconhecer sem erro, porque se parecem muito com os UFOs que normalmente são identificados em momentos especiais. Para ajudar a entender a diferença entre UFOs e satélites, seguem algumas dicas úteis:

1) Os satélites

Existem vários tipos de satélites artificiais trabalhando em diversas alturas diferentes. A faixa de influência mais forte da atmosfera do nosso planeta termina numa altitude de cerca de 100 Km. E a partir daí (uma vez livre da resistência oriunda da camada de gases que envolve o nosso planeta) um objeto pode entrar em órbita desde que tenha energia cinética (velocidade) suficiente para isso. É importante lembrar que os satélites são cada vez mais satélites utilizados para os mais diversos fins: Deste espionagem militar e análise meteorológica, até comunicações e estudos científicos diversos. Ultimamente tem-se estudado com cada vez maior vigor a possibilidade deles serem utilizados como armas para atacar cidades e até países inteiros !

Existem satélites que funcionam em alturas que vão desde algumas centenas de quilômetros até dezenas de milhares de quilômetros. Para ter um idéia do que isto significa em termos de cobertura e distância relativa do planeta, veja a figura abaixo:

2) É possível ver um satélite ?

Apesar da grande altura e do seus tamanhos comparativamente reduzidos, acompanhar visualmente a passagem de um satélite é perfeitamente possível desde que sejam atendidas duas condições básicas e mutuamente inclusivas: a) Exista uma quantidade razoável de luminosidade emitida ou refletida pelo satélite e b) Ele esteja numa altura em que esta luminosidade possa ser vista do solo.

Vários satélites atendem a estas exigências em horários determinados, e isto pode ser facilmente constatado pela facilidade em se observar luzinhas cruzando lentamente o céu numa noite estrelada.

3) Como identificar um satélite ?

Identificar com clareza (e a olho nu) um satélite se deslocando entre as estrelas é uma terefa que exige experiência e conhecimento do céu. Existem muito mais coisas (fabricadas pelo homem) voando sobre as nossas cabeças do que você pode inicialmente imaginar ! E é muito fácil fazer confusão entre elas.

A primeira referência útil é o horário do ‘cone de sombra’ como explicou muito bem o Claudeir. Esta regra simples estabelece o limite de 2 horas depois do pôr do sol e 2 horas antes do nascer do sol como os horários preferenciais para se ver os satélites passarem. Entretanto, é possível que isto seja modificado pela altura e pelas caracterísitcas de reflexibilidade dos objetos. Dependendo das suas peculiaridades, cada satélite pode ter este período um pouco mais estendido ou reduzido. Portanto, o horário do ‘cone de sombra’ é somente uma referência, e não uma regra definitiva e inviolável.

Outra referência importante é a trajetória. Satélites SÓ se movem em linha reta para o observador terrestre. Conseqüência direta da manutenção das suas órbitas.

4) Satélite ou UFO ?

Para se diferenciar satélites (e outros fenômenos celestes) de UFOs é necessário prática e estudo.

A primeira coisa importante é saber, entre os pontinhos brilhantes do firmamento, o que já está lá naturalmente ou não. Em outras palavras: Saber aonde estão as principais estrelas, constelaçõe e planetas. Não é coisa difícil e, ao longo do caminho, esta habilidade se transforma numa ferramenta valiosíssima. Porque as estrelas servem como referências claras para podermos localizar outros objetos no céu. A melhor maneira de se aprender isto é fazendo um curso no planetário da sua cidade (e aprender muitas outras coisas legais de ‘bonus’). Outra possibilidade é comprar um livro ou consultar um site especializado. Existem vários !

Depois, de posse da carta celeste ( http://www.heavens-above.com/ ) verifique os horários de passagem dos principais satélites da sua região ( http://celestrak.com/NORAD/elements/ ). Mais uma vez: Existem MUITOS tipos de satélites e uma enorme quantidade NÃO declarada deles (sem falar no lixo espacial). Mas uma vez que você aprenda como eles se parecem, observando alguns bem conhecidos, não será difícil identificar os outros.

Um outro detalhe também é que hoje em dia existem MUITOS aviões voando a altitudes bem grandes ( >= 10 Km de altura), o que os faz se parecerem com satélites/UFOs e os torna também alvo preferencial de confusão do observador. Ou seja: Mais um motivo para aprender a identificar com clareza o céu e os seus elementos ANTES de poder afirmar que VIU um UFO !

Conclusão

Enfim, se a pessoa tiver uma postura leviana e estiver apenas interessada em encontrar alguma coisa que justifique a sua crença em UFOs, basta olhar um pouquinho para o céu que logo logo aparece algum pontinho de luz curioso para lhe satisfazer o ímpeto. Mas se a pessoa tiver um postura séria e quiser REALMENTE identificar um UFO, o processo começa com bastante estudo … do céu !

Paulo Santos