Rússia enviar 1ª missão tripulada a Marte em 2020

Segundo Karash, nesse vôo, os cosmonautas não pousarão em Marte, mas estudarão o Planeta Vermelho com a ajuda de aparelhos automáticos controlados a partir da órbita.

O acadêmico disse que, caso os trabalhos sejam iniciados agora, a primeira fase do projeto em Marte – a missão tripulada orbital e de observação – pode ocorrer dentro de 12 ou 14 anos.
Karash afirmou que o programa de viagem a Marte pode se transformar em um forte estímulo para o desenvolvimento das novas tecnologias, com benefício para toda a economia.

“A tarefa da cosmonáutica nacional não é ganhar uma corrida fictícia à Lua, mas concluir o mais rápido possível a fundamentação técnica e econômica para a missão ao Planeta Vermelho e apresentá-la ao governo”, acrescentou.
O cientista afirma que, para a Rússia, não faz sentido se juntar à corrida da China e da Índia para chegar à Lua, pois seria uma repetição do que o país vivia há 30 e 40 anos.

Karash lembrou que o Luna-2 soviético, lançado em 1959, foi o primeiro aparelho construído pelo ser humano que chegou à superfície lunar, e o Luna-9, de 1966, pousou suavemente no satélite natural da Terra.

Segundo os cálculos dos cientistas, a expedição tripulada a Marte terá uma duração mínima de 490 dias, sendo que 250 dias correspondem à viagem de ida e o restante, à de volta.

O Instituto de Problemas Médico-Biológicos (IPMB) da Academia de Ciências da Rússia planeja começar uma simulação de vôo ao Planeta Vermelho, projeto conhecido como Marte-500, no próximo ano ou no máximo em 2009.

Seis voluntários ficarão em um simulador durante 520 dias, o tempo da viagem de ida e volta a Marte e de uma estadia de 30 dias na superfície marciana.

O experimento russo ocorrerá em cinco módulos de 550 m³, com uma configuração, instrumentos e equipamentos que poderão existir nas futuras naves interplanetárias.

A viagem de uma expedição ao Planeta Vermelho é uma meta já estabelecida nos programas espaciais de Estados Unidos, Rússia, China e países-membros da Agência Espacial Européia (ESA).
EFE

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI2133160-EI301,00.html

Mauro de Rezende