Saiba como será a nova nave que levará astronautas

A nave tem painéis solares para geração de energia, mas também motores que funcionam com metano. A escolha dessa substância não é casual. “A Nasa está pensando à frente, planejando o dia em que astronautas possam converter os recursos atmosféricos de Marte em metano combustível”, diz a agência.
Com o novo módulo lunar – a parte que efetivamente pousa no satélite -, quatro astronautas poderão pisar no satélite, em vez de dois, como nas antigas missões. A nave poderá pousar em qualquer ponto da Lua, não apenas na área do Equador, como antes, e terá combustível suficiente para permanecer ali por quatro dias a uma semana.

DO LANÇAMENTO AO RETORNO – O sistema de lançamento usa tecnologia considerada segura e consolidada. “Os astronautas vão partir num foguete com um único propulsor sólido, com um segundo estágio que usa o motor principal de um ônibus espacial”. Uma alternativa para lançamentos pesados é um sistema com um par de foguetes sólidos e cinco motores. “Esse sistema de lançamento é dez vezes mais seguro do que o de um ônibus espacial porque um foguete de escape, no topo da cápsula, pode rapidamente retirar a tripulação se houver problemas no lançamento”, relata a Nasa. Outra preocupação importante nos lançamentos dos ônibus espaciais – fragmentos que se desprendem na partida – foi minimizada colocando-se a cápsula no topo do foguete.

A missão de retorno à Lua deve ocorrer em dois estágios. Primeiro, segue uma nave que usa o sistema de lançamentos pesados, levando o módulo que vai pousar na Lua e um estágio de partida, para sair da órbita da Terra. A Nasa explica que, noutra nave, parte a tripulação. No espaço, a cápsula, o módulo de pouso e o estágio de partida serão unidos.

Três dias depois dessa acoplagem, a tripulação entra na órbita da Lua. Os astronautas entram no módulo de pouso e partem para a superfície, deixando a cápsula à espera deles. Na hora de retornar, eles usam parte do módulo de pouso para reencontrar a cápsula e nela voltar à Terra. Antes da reentrada na atmosfera, o módulo de serviço é ejetado, expondo um escudo antitérmico. Não por acaso, isso acontece apenas no final da missão. Foram danos no escudo antitérmico ocorridos ainda na partida que condenaram o ônibus espacial Columbia à destruição. A cápsula pousa em terra firme, com ajuda de pára-quedas.